Advogado completa coleção que começou aos 8 anos

O advogado Daniel Aparecido Ranzatto é incansável. Além da paixão pela advocacia, é dos aficionados por coleções. Tem algumas prediletas e nelas evocam a lembrança de um passado vivido com alegria.

Desta vez, ele mostra cheio de orgulho a coleção recém completa de uma das febres da garotada no final dos anos 70 e começo dos 80: a Futebol Cards, lançada originalmente em maio de 1979 pelos chicletes Ping-Pong, então pertencente à fabricante de sorvetes Kibon.

“Comecei a coleção aos oito anos”, declara o advogado hoje com 46. “Os cards que faltavam conquistei nos últimos dois anos, foi um exercício de paciência”, afirmou. O último card foi arrematado por R$ 350 em um leilão. A peça veio do Rio Grande do Sul. “É do jogador Jorge Luís, da Portuguesa de Desportos, um dos mais raros e, portanto, caro”.

A coleção de Ranzatto é mais do que uma simples nostalgia. É um registro histórico de atletas que fizeram a rico futebol brasileiro ser o que é, único pentacampeão do mundo. Traz fotos pra lá de especiais de craques como Falcão, Cerezo, Sócrates, Zico, Eder, dentre outros desconhecidos e renomados que labutaram nos campos do Brasil-sil-sil afora.

O advogado possui as duas coleções do Futebol Card. “As dos Jogadores e a dos Grandes Jogos”, explica ele, que possui ainda um envelope integral dos cards, dois álbuns, o porta-craque e cards-divisórias e também controle sobre cada time. Na Galeria Ping Pong de quem concluiu a coleção – que tem em todo o Brasil cerca de 40 pessoas – Daniel Ranzatto tem seu nome estampado.

“A coleção me exigiu fôlego. Cheguei a pensar em desistir, mas queria terminar, completar. Era um sonho de criança que agora se realizou”, confessou Ranzatto. Louco por futebol, o advogado, que é corintiano roxo, confidencia a satisfação sobre tudo o que é relacionado ao Futebol Cards. Tem gravado no PC uma reportagem da ESPN Brasil sobre o assunto, do ano de 2006, acerca de um encontro entre colecionadores. “Já assisti não sei quantas vezes”.

Aliás, Ranzatto agora pode se considerar dentre os poucos no panteão dos colecionadores ‘completistas’, aqueles que fuçam a internet para conseguir raridades da coleção. Ele declara que os cards mais difíceis são os dos jogadores da Caldense, de Poços de Caldas (MG), que apareceram nas fotos por conta de um histórico jogo em 1 a 1 com o esquadrão do Inter de Porto Alegre, então campeão brasileiro de 1978. “O time de Minas deu suor no Colorado. Ganhava por 1 a 0. O empate saiu quase no final do segundo tempo”.

O advogado acompanha leilões pela web, entra em contato com outros colecionadores do país e sugere que a coleção seja lançada novamente, nos moldes dos anos 70-80. “Os meninos daquela época agora são realizados profissionalmente”. “Temos condições de adquirir os cards e pensarmos na coleção por inteiro. Não pensávamos assim antes.

Juntávamos e pronto”, argumenta o colecionador, cuja coleção é avaliada em R$ 10 mil.
Não é por menos. Um álbum não é encontrado por menos de R$ 400,00. A foto de Jorge Luís, que o advogado adquiriu por R$ 350,00; hoje é vendida em leilão a R$ 560,00. Cards mais comuns são leiloados a R$ 60,00 iniciais. “Fico imaginando quanto não custaria um envelope com o chiclé dentro, fechado e com os três cards originais”, especula. “Parece que há um colecionar do Rio de Janeiro com uma peça destas”.

A coleção possui 486 cards do grupo Jogadores e 104 dos Grandes Jogos, esta última lançada em 1980, na esteira do mega-hiper sucesso de vendas da primeira série, lançada em maio de 1979 com os times de S P e RJ, Outra série veio depois, com as equipes de MG e PR, enciumadas com os holofotes sobre paulistas e cariocas.

“Foi a primeira coleção de cards do Brasil ao estilo americano. Até então, só havia figurinhas tradicionais”, confirma.



1 comentários:

  1. Compro e vendo ping pong futebol cards originais, quem se interessar entre em contato, e-mail pepsi7060@hotmail.com

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