Após estagnação, Cultura projeta melhora

Quando o novo secretário municipal de Cultura e Turismo, Marcos Dias dos Santos, o Marquinhos, tomou posse de sua nova função, há cerca de 40 dias, encontrou um cenário de completo sucateamento da pasta. As oito trocas de comando na pasta e a gestão quase nula dos indicados pelo ex-prefeito Gustavo Stupp (PDT) arruinaram o setor.

Da Biblioteca Pública ao Teatro de Arena, tudo estava em completo abandono. O símbolo maior do sucateamento era o próprio Centro Cultural “Professor Lauro Monteiro de Carvalho e Silva”. O teatro, por exemplo, apresenta infiltrações e o museu convive com a umidade, além de ter em sua entrada um amontoado de objetos inutilizados junto a velha impressora Alauzet, doada por A COMARCA, e datada do século 19.

O que mais chama a atenção, porém, é uma das salas do Centro Cultural que era utilizada pelas oficinas de dança. Sofrendo com a umidade e a infiltração há meses, o piso de madeira – antes escondido por uma lona emborrachada – está completamente deteriorado. Cheirando a mofo, deixa o espaço completamente inútil. É arriscado até caminhar sobre ele.

Diante de tantos problemas, prioridades foram estabelecidas por Marquinhos. A gritante situação da sala de dança ficou em primeiro lugar. Tudo precisará ser renovado. Pintura, barras de apoio, janelas, portas, espelho. O piso ficará por conta de uma empresa que será contratada. O secretário aguarda apenas o termo de referência ser concluído pelo setor de Obras para dar prosseguimento ao processo.

Enquanto isso, os mais de 400 alunos de balé, jazz, dança de rua, salão e demais modalidades oferecidas pela Secretaria devem utilizar uma segunda sala no Centro Cultural. O período agora é de férias, mas o prédio vem sendo usado para as oficinas de verão ministradas pela Banda Lyra Mojimiriana.

Sala de dança do Centro Cultural está sem condições de uso; reforma deve ser iniciada em breve

APOIO
Com uma pasta cujo Orçamento mensal sequer alcança os R$ 100 mil, fica difícil qualquer investimento. Por isso Marquinhos vem buscando apoio do governo estadual. Inscreveu Mogi Mirim em diversos programas oferecidos pelo Estado de São Paulo e pretende usar o peso político do deputado Barros Munhoz para garantir ao município não só equipamentos, mas a inclusão da cidade na rota cultural paulista.

A parte que cabe ao município, Marquinhos e sua equipe já fizeram. Mogi Mirim formalizou ao governo estadual pedidos para a reforma do Museu “João Theodoro Xavier” e para apresentações da São Paulo Cia. de Dança e do Circuito Cultural Paulista. A parceria para a realização do Circuito Sesc de Artes também continua.

Também está nos planos da pasta a reativação dos conselhos de Cultura e de Turismo, a realização do Senso Cultural (para mapear os artistas locais) e a criação do Mapa Turístico. Se tudo correr bem, Marquinhos pretende cadastrar Mogi Mirim como Município de Interesse Turístico (MIT), apto a captar recursos estaduais.

A lista de planos do novo secretário para 2017 é extensa, mas ele está confiante de que conseguirá resgatar a Cultura mogimiriana. “Estou otimista. Mesmo não sendo artista, tenho essa sensibilidade para trabalhar no setor cultural”, afirmou Marquinhos, que apenas pede paciência a todos. “Não dá para resolver em 40 dias o que não foi resolvido nos últimos anos”.

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