MP investiga crise na Polícia Civil

Os promotores de Justiça Rogério Filócomo Júnior, Paula Magalhães da Silva Rennó e Gabriel Guerreiro conduzem uma investigação para apurar a eventual omissão do Estado de São Paulo na Segurança Pública de Mogi Mirim, mais especificamente no sucateamento da estrutura da Polícia Civil.

Um inquérito civil foi aberto em agosto do ano passado e a investigação ganhou mais repercussão recentemente, quando chegou à Câmara Municipal. O Ministério Público (MP) local pediu providências aos vereadores no âmbito político.

A investigação dos promotores foi motivada, dentre outros fatores, pela “notória falta de policiais civis e estrutura humana” em Mogi Mirim. A consequência disso, segundo apontado pelo MP, é que apenas uma minoria dos diversos inquéritos criminais é resolvida.

De acordo com informações da Delegacia Seccional de Mogi Guaçu, o quadro da Polícia Civil de Mogi Mirim conta com 26 funcionários. Desses, ao menos nove estão na iminência de aposentadoria, o que agravaria a situação. “As recentes reposições de funcionários não conseguem atender a demanda existente”, confirmou, em resposta ao MP, o delegado seccional José Antonio Carlos de Souza.

“Temos nos empenhado em amenizar a gravidade da situação, de modo a manter a qualidade de nossos serviços prestados à população”, ressaltou Souza. O delegado seccional afirmou ainda que tem reiterado pedidos para a urgente necessidade de recursos humanos nas polícias de Mogi Mirim, Mogi Guaçu e região.

O delegado diretor do Deinter de Campinas, Kleber Antonio Torquato Altale, tomou ciência da investigação. Fosse possível, certamente realocaria policiais para a cidade de Mogi Mirim. Tal não se dá, por certo, face ao reduzido quadro de servidores que acomete também todo o departamento”, relatou.

Contudo, o delegado de Campinas afirmou que encaminhará pedido para que sejam tomadas providências a fim de atenuar o defasado quadro da Polícia Civil de Mogi Mirim. Após o caso chegar a Câmara Municipal, os vereadores também cogitam uma reunião formal com o governo do Estado para oficializar a demanda por novos funcionários para o município.



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