Alexandre Cintra responsabiliza Mazon por conturbada exoneração em 2013

O vereador Alexandre Cintra (PSDB), durante discurso na tribuna da Câmara Municipal na última segunda-feira, 13, resgatou o conturbado episódio de sua exoneração da Secretaria de Cultura, em junho de 2013, e responsabilizou o ex-secretário da Pasta e atual vereador, André Mazon (PTB), pelo constrangimento que vivenciou na ocasião, quando foi abordado por guardas municipais em pleno Centro Cultural.

“O senhor me deu uma rasteira”, disse Cintra, olhando para Mazon. “O senhor fez parte daquela corja que diz que administrou nossa cidade”, completou, em referência ao governo do ex-prefeito Gustavo Stupp (PDT). André Mazon foi o secretário de Cultura do primeiro ano da gestão passada.

O assunto veio à tona porque, há duas semanas, Mazon questionou o atual sucateamento da Cultura em Mogi Mirim, conforme já relatado por A COMARCA e pela imprensa local em reportagens anteriores. A resposta de Alexandre Cintra veio na sessão de segunda-feira, 13. “O que houve com a Cultura? Nada, é óbvio!”, exclamou.

Atualmente exercendo mandato de vereador, Cintra trabalhou no setor de Cultura nas administrações de Paulo Silva e Carlos Nelson Bueno durante 14 anos antes de atuar por cinco meses na gestão Stupp. “Graças a Deus durou só cinco meses”, frisou. Ele relatou ainda que se espantou quando voltou ao Centro Cultural, depois que Stupp já havia deixado a Prefeitura. “Eu vi naquele local um cemitério, um patrimônio sucateado, um devasto total”, afirmou.

Essa derrocada da Secretaria de Cultura sob a gestão Stupp foi colocada por Alexandre Cintra na conta dos nove secretários nomeados pelo ex-prefeito ao longo de quatro anos, sendo André Mazon o primeiro deles. “Até uma garçonete, que não tem poder de articulação nenhum para esse setor, chegou a ser secretária”, lembrou, sobre a indicação da ex-secretária Bárbara Mattos.

“Aquilo lá foi encharcado de gente incompetente, gente sem noção, gente sem caráter”, ressaltou Cintra. “A história de Mogi Mirim está jogada às traças, a Cultura pede socorro!”, relatou. Ainda sobre o dia em que foi abordado por guardas municipais durante a troca de aulas no Centro Cultural, Cintra revelou que os GCMs agiram a mando do então secretário de Cultura André Mazon.


MEA CULPA
Na sua vez de utilizar a tribuna, Mazon se desculpou. “Assumo que errei, mas não errei sozinho”, disse. Mesmo após a exoneração, Cintra continuou frequentando o Centro Cultural por alguns poucos dias a pedido de Mazon, para repassar eventuais pendências aos funcionários que ficaram. Foi quando aconteceu o constrangedor episódio, com a ausência do então secretário.

Mazon resgatou a versão oficial divulgada pela Prefeitura na época, em 2013, que alegava que o vigia do Centro Cultura fora trocado e teria acionado a Guarda Municipal por não reconhecer Alexandre Cintra. “Todo mundo sabe que a função da GCM é proteger o patrimônio público, fizeram o procedimento padrão para quem não era servidor público”, justificou Mazon.

Cintra contestou essa versão, dizendo que o vigia não foi trocado. Mazon insistiu: “eu me puno por isso, foi uma falha minha, você nunca deveria passar pelo que passou”. Alexandre Cintra, no entanto, manteve sua posição. “Não aceito suas desculpas”, retrucou ao ex-secretário.

REPERCUSSÃO
O vídeo com um trecho do discurso de Alexandre Cintra foi divulgado pela página de A COMARCA no Facebook (veja abaixo). O vídeo ultrapassou as 20 mil visualizações, e a publicação alcançava 60 mil pessoas, com mais de 370 compartilhamentos e 700 curtidas.

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