Confusão e derrota marcam estreia no ‘Vail Chaves’

Um dia para ser esquecido. Assim pode ser definida a estreia do Mogi Mirim Esporte Clube jogando em seu estádio pelo Campeonato Paulista da Série A2, na tarde do último sábado, 04. Uma confusão entre os torcedores, provocada pela proibição da entrada de menores de idade no “Vail Chaves” precedeu a derrota por 3 a 1 para o Água Santa.

O time de Diadema deixou o Sapão da Mogiana em situação delicada, na 19ª colocação do torneio e uma sequência de quatro jogos sem vitória. Os gols dos visitantes foram marcados por Raí, duas vezes, e Romão. Marcelinho descontou para o Mogi.

O JOGO
Mesmo atuando fora de casa, o Água Santa tomou iniciativa do duelo e acabou abrindo o placar aos 19 minutos. Romão tabelou com Robson e mandou para o fundo das redes. Robson também teve a chance de deixar o seu, saiu de cara para o gol, tentou driblar o goleiro Poti, mas acabou levando a pior e desperdiçando grande oportunidade.

O Mogi Mirim sentiu e não encontrou espaço para furar o bloqueio adversário, que recuou chamando o Sapão para o seu campo de defesa e tentando encaixar um contra-ataque para definir o duelo. A equipe da casa, então, procurou usar a velocidade para surpreender, porém, sem sucesso.

No segundo tempo, o jogo ficou mais aberto. Apesar de atuar de uma forma recuada, o Água Santa levava perigo e marcou o segundo aos dez minutos. Bruno Schmidt puxou contra-ataque e tocou para Robson. Após bate-rebate, a bola sobrou para Raí, que ampliou.

A resposta do Mogi veio na sequência com Edinho, que acertou a trave, mas foi o Água Santa quem fez o terceiro, novamente com Raí. Apesar da desvantagem, o Sapão não desistiu e ainda conseguiu fazer o gol de honra com Marcelinho, após cobrança de falta ensaiada.

Foto: Marcelo Gotti / MMEC

TORCIDA
O tempo nublado e a má fase do time mogimiriano espantaram os torcedores. Segundo o boletim financeiro da Federação Paulista de Futebol (FPF), apenas 264 pessoas compareceram ao “Vail Chaves”, gerando uma renda de R$ 3,6 mil.

No entanto, um terceiro fator contribuiu para o baixo público na partida: a proibição da entrada de menores de idade no estádio. Crianças e adolescentes foram barrados e, consequentemente, tiveram de voltar para casa sem poder assistir o jogo do Sapo.

De acordo com a assessoria de imprensa do Mogi Mirim, a proibição de menores foi uma determinação do juiz da Vara da Infância e Juventude do município. O clube não especificou as razões que levaram a essa decisão, mas se comprometeu a sanar os problemas encontrados pela Justiça.

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