Mogimiriano morre após acidente em Itapecerica

O jovem mogimiriano Rafael Holanda Mantelatto, de 28 anos, morreu na tarde da terça-feira, 21, após se envolver em um acidente em Itapecerica da Serra.

As informações da polícia dão conta de que o acidente aconteceu por volta das 15h45, quando Rafael seguia pela Rodovia Mário Covas, em Itapecirica da Serra, sentido São Paulo – Litoral. Ele conduzia um veículo Honda City, preto, com placas de Mogi Mirim.

Por motivo ainda não apurados, o veículo conduzido pelo mogimiriano, atravessou para a pista contraria, colidindo contra um veículo Jac J3, conduzido por um rapaz de 29 anos, que vinha no sentido contrário.

Quando o resgate chegou ao local, Rafael já estava sem vida. O outro condutor, foi socorrido e internado.

O mogimiriano era muito conhecido e querido na cidade (leia abaixo).  O corpo do jovem foi encaminhado ao IML, para exames, pois há suspeitas de que ele possa ter sofrido um mau súbito momentos antes do acidente.


Jovem promessa do xadrez, Rafael era querido entre amigos e familiares


Iluminado. É assim que familiares e amigos descrevem Rafael Holanda Mantelatto, o jovem engenheiro de 28 anos morto na última terça-feira, 21. O velório, no dia seguinte, lotou o cemitério Colina do Flamboyant, no Morro Vermelho. Pessoas de cidades como Louveira, Taubaté, Jaú e Araraquara vieram dar o último adeus.

“Foi a maior demonstração que a gente teve de como ele era querido”, disse o pai José Pedro Mantelatto. “Apenas um olhar, um gesto dele, já te cativava”, completou, em emocionada entrevista na noite da última quinta-feira, 23. “Ele viveu pouco, mas viveu intensamente”, completou a irmã Camila Mantelatto.

Além de familiares, a reportagem de A COMARCA teve a oportunidade de ouvir amigos que Rafael fez na Academia de Xadrez, esporte pelo qual era apaixonado e se destacou desde cedo. Em 2006, por exemplo, ele conquistou o título de campeão brasileiro de xadrez escolar, um dos inúmeros troféus e medalhas que acumulou durante a vida.

Um dos grandes nomes do xadrez mogimiriano, Odinovaldo Bueno conheceu Rafael quando ele tinha dez anos de idade. “Ele chamava a atenção em todos os campeonatos que disputava”, relembrou. “E tinha o dom de fazer amigos”, ressaltou. Sua filha, a psicóloga Joara Letícia, contou que Rafael nunca via as coisas pelo lado negativo. “Era realmente uma pessoa iluminada”, frisou.

“Foi com certeza uma perda dupla, pelo jogador e pela pessoa”, definiu o teólogo e professor de xadrez Elias Vasconcelos. “E ele era muito humilde, sempre”, destacou a advogada Bruna Ravagnani.

Parceiro no xadrez e na vida, Flávio Novais afirmou que Rafael tinha potencial para ser uma referência no esporte. “Ele tinha habilidade e força de vontade”, resumiu. Mesmo após seis anos afastado das competições, em razão dos estudos, Mantelatto voltou a jogar em alto nível. Há duas semanas, em um torneio em Poços de Caldas, chegou a ficar empatado com o atual campeão brasileiro da modalidade.

Como lembrança, fica a alegria e a intensidade com que Rafael viveu. “Ele era muito inteligente, tinha um raciocínio fora do normal. E ativo, não sabia ficar parado”, lembrou o pai José Pedro. “A coisa mais triste é você ver seu filho sair para trabalhar e depois vê-lo morto”, lamentou. “Ele não era só um filho, era um irmão”, concluiu.



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