Greve geral contra reformas do governo Temer teve baixa adesão em Mogi Mirim

Da Redação

A greve geral convocada por diversas organizações sindicais para protestar contra as reformas trabalhistas e previdenciárias teve baixa adesão na cidade. A movimentação se restringiu a poucas categorias, da área da educação, metalúrgicos, alimentação, Correios e engenharia civil. Conforme apurou A COMARCA, pelo menos 15 entidades sindicais participaram da mobilização.

No período da manhã, um grupo de aproximadamente 100 pessoas fez um protesto na Praça Rui Barbosa, empunhando faixas e cartazes com palavras de ordem contra o governo Michel Temer e até contra lideranças políticas da região.  Duas escolas, segundo o comando da mobilização, tiveram adesão total, as escolas estaduais “Coronel Venâncio” e “Peres Marques”. Também na Etec “Pedro Ferreira Alves” uma pequena parcela dos professores aderiu, sem comprometer o dia letivo, segundo informou a direção da escola.

A reportagem de A COMARCA visitou no período da manhã os dois distritos industriais, o da zona Sul e o da SP-340. Nenhuma movimentação anormal foi registrada. No distrito industrial da SP- 340 foi possível avistar ônibus de fretamento recolhendo trabalhadores na porta de algumas empresas. Contudo, houve relatos de trabalhadores que não foram trabalhar exatamente devido à ausência desse tipo de transporte.

Daniel Constantino, 47, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no setor de Alimentação de Mogi Mirim e região, que abrange 12 cidades, disse que os organizadores nutriam maior expectativa de que o movimento iria ser mais bem sucedido em Mogi Guaçu, fato que acabou sendo confirmado. Ele mencionou ainda que a organização envolveu diversas entidades abrigadas no Fórum Social Regional, que vem se posicionando contra as reformas pretendidas pelo Governo. “Não temos motivos para comemorar o Primeiro de Maio”, declarou.

O professor de Filosofia e Língua Portuguesa José do Lago, 56, demonstrou contrariedade pelo fato da maioria dos colegas ignorarem o movimento. Lecionando nas escolas “Ernani Calbucci”, “Coronel Venâncio”, “Peres Marques” e “Aristides Gurjão” (todas estaduais), Lago se considera um veterano em movimentos de paralisação. “Acho que muitos dos colegas poderiam ter uma atitude mais firme aderindo ao movimento. Infelizmente isso não ocorreu”, lamentou.



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