Interdição da Rua Conde Parnaíba aos sábados em busca do consenso

A partir de uma proposta formulada pelo vereador Geraldo Bertanha, o Gebê (SD), que recebeu respaldo da Secretaria Municipal de Planejamento e Mobilidade Urbana, a Rua Conde Parnaíba foi interditada no sábado passado à circulação de veículos durante todo o período da manhã. A iniciativa, segundo o vereador, foi a de realizar um teste objetivando tornar mais atrativa, segura e dinâmica a área central da cidade para o público consumidor e, desta forma, fortalecer o comércio varejista.

O próprio vereador foi conferir pessoalmente a interdição durante o período da manhã, quando ouviu ponderações dos dois lados, dos consumidores e dos comerciantes. Ele disse para A COMARCA que a proposta é ainda embrionária, que algumas opções serão colocadas à mesa como por exemplo o alargamento dos passeios. “Existem ainda muitas questões que precisam ser melhor estudadas. O objetivo é criar uma discussão que traga resultados concretos para o fortalecimento do nosso comércio”, defendeu.

Enquanto conversava com a reportagem de A COMARCA, Bertanha foi interpelado pelo comerciante Marcelo Ferreira, de 42 anos, dono de uma tradicional loja de calçados. “Do jeito que está eu não gostei e muita gente não gostou”, esbravejou. Sua principal reclamação era com relação à queixa dos consumidores pela falta de local para estacionar o carro. O comerciante Tiago Rossato também se queixou da questão do estacionamento. “As pessoas não têm onde deixar o carro. Isso cria uma situação indesejada, apesar da iniciativa ter seus méritos”, ponderou.


Já os consumidores deram sinais de que aprovam a medida. O motorista João Leonardo Ferreira, de 27 anos, passeava com seu bebê levado num carrinho, tranquilamente no meio da rua. “Fica mais tranquilo, mais sossegado, mais seguro para quem quer passear e fazer compras”, defendeu. A dona de casa Maiara Toledo também elogiou: “fica um clima de calçadão que nem em cidade grande. Acho que vai pegar”, afirmou.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial (Acimm), Sidney Coser, a iniciativa é válida e conta com o apoio da entidade. Sobre a queixa dos comerciantes, disse que este tipo de questionamento é preponderante para que se possa chegar a um consenso. “Eu digo aos comerciantes que ajudem a Acimm como sua ferramenta para amadurecer esta questão. O que é melhor, aumentar as calçadas, criar zonas de carga e descarga, bolsões de estacionamento? Tudo isso tem que ser discutido em alto nível. Precisamos chegar a um entendimento que beneficie a comunidade como um todo e não somente uma parte”, alegou.

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