Mogi faz as contas para não cair

Por Flávio Magalhães

O Mogi Mirim Esporte Clube respira com a ajuda de aparelhos no Campeonato Paulista da Série A2. O jogo que poderia decretar o rebaixamento do Sapo deu uma sobrevida ao time. No duelo de opostos contra o Guarani, na tarde da última quarta-feira, 12, o improvável aconteceu e o time mogimiriano venceu por 1 a 0.

A rodada não foi totalmente favorável ao Sapo. Votuporanguense e Oeste venceram seus jogos e se afastaram da zona de rebaixamento (Z6) para a Série A3. Por outro lado, as derrotas de Velo Clube e XV de Piracicaba foram resultados positivos para o Mogi Mirim, que agora faz as contas para fugir da degola e de uma inédita passagem pela terceira divisão do futebol paulista.

Faltando duas rodadas para o fim da Série A2, o Sapo já não depende mais das próprias forças para escapar do rebaixamento. O time mogimiriano precisa ultrapassar quatro equipes, que neste momento são Capivariano, XV de Piracicaba, Barretos e Velo Clube. Isso apenas será possível com um tropeço desses adversários na reta final da competição.

Na 18ª rodada, o Capivariano enfrenta o Votuporanguense fora de casa hoje, 15, às 15 horas. O XV de Piracicaba joga às 16 horas contra o já rebaixado União Barbarense, em Santa Bárbara D’Oeste. Às 19 horas, o Velo Clube recebe o Água Santa. E o Barretos visita o Guarani em Campinas, na segunda-feira, 17, às 20 horas.

Por isso o jogo de amanhã, 16, contra o Sertãozinho é tão importante para o Mogi Mirim. O Sapão precisa ganhar e secar os rivais. Em caso de derrota, a situação fica extremamente delicada para os mogimirianos, pois basta uma vitória de Capivariano, XV de Piracicaba, Barretos ou Velo Clube para rebaixar o Mogi.

“Precisamos colocar força máxima e jogadores focados na reação que deve ocorrer de qualquer forma a partir de agora. Não existe mais alternativa que não seja a vitória”, comentou o técnico do Mogi Mirim Mário Júnior.

Foto: Marcelo Gotti / MMEC

O JOGO
Com quatro derrotas nos últimos cinco jogos, o Mogi Mirim fez 1 a 0 no Guarani, que ostentava invencibilidade de oito partidas e ainda não tinha perdido com o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, se reencontrando com o time no qual começou sua carreira com o famoso “Carrossel Caipira”, time que tinha Rivaldo como principal estrela, em 1992.

Um tabu envolvendo os dois clubes também foi mantido. O Guarani não vence uma partida em Mogi Mirim há oito anos. A última vez foi em 2009, com um 2 a 1 pelo Paulistão, quando ambos estavam na primeira divisão.

O Bugre entrou em campo com uma proposta mais ofensiva. Mas passados os primeiros minutos, o Mogi Mirim conseguiu se encontrar no jogo e passou a frequentar mais o campo adversário, porém, sempre esbarrando na bem organizada defesa adversária.

Mesmo com os donos da casa equilibrando a partida, o Guarani continuou criando as melhores chances. O time de Campinas voltou para o segundo tempo no mesmo ritmo que começou na etapa inicial. Aos 11 minutos, Guilherme arriscou de fora da área e obrigou Leandro Santos a se esticar para desviar a trajetória da bola, que ainda explodiu na trave para prolongar um pouco o drama.

Depois disso, o jogo correu sem grandes chances até os 27 minutos, quando o juiz marcou pênalti para o Mogi Mirim, alegando que Lenon teria colocado a mão na bola e expulsando o lateral. Aos 29, MIguel foi para cobrança e mandou para o fundo do gol.

A resposta bugrina veio no minuto seguinte, quando Fumagalli cobrou falta e Braian Samudio cabeceou para bela defesa de Pablo. Aos 31, o Mogi quase fez o segundo. Formiga recebeu com liberdade e chutou para fora. Por fim, o Guarani pressionou bastante até o final, mas não conseguiu buscar o empate.

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