Prefeitura proíbe shows no Recreativo

Da Redação

A Prefeitura de Mogi Mirim proibiu o Clube Recreativo de realizar eventos. A decisão foi tomada na última segunda-feira, 24, pela secretária municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, a arquiteta e urbanista Paula Zeferino dos Santos. A notícia veio a público após o vereador Geraldo Bertanha, o Gebê (SD), líder do Governo na Câmara, ter abordado o assunto durante a sessão legislativa daquele dia.

Tal proibição foi motivada após a realização de um baile funk nas dependências do Clube Mogiano na noite do último sábado, 22. A festa se estendeu pela madrugada de domingo, 23, incomodando os moradores da região central pelo som alto e deixou um rastro de sujeira pela Rua Dr. José Alves e Praça Rui Barbosa.

Além do som alto, em desrespeito flagrante à lei de perturbação do sossego público, e da grande quantidade de lixo deixada nas ruas da região central de Mogi Mirim logo após a festa funk, a secretária Paula Zeferino dos Santos apontou ainda uma possível falta de estrutura do Clube Recreativo para eventos desse porte e até mesmo o consumo de bebidas alcoólicas por parte de menores de idade.

Ainda na segunda-feira, 24, a realização do baile funk nas dependências do Clube Recreativo sofreu duras e pesadas críticas da maioria dos vereadores, principalmente por Maria Helena Scudeler de Barros (PSDB) e Magalhães da Potencial (PSD), que pediram uma legislação específica sobre o assunto. Gerson Rossi (PPS), por sua vez, lembrou que as leis existem, o que falta é a aplicação e fiscalização.

De acordo com o documento da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, as únicas exceções para a restrição de eventos no Clube Recreativo serão no caso de casamentos, bailes de terceira idade, formaturas, eventos promovidos pela própria diretoria do clube, peças de teatros e eventos filantrópicos.

O Clube Recreativo, na pessoa de seu presidente Valter Polettini, rebateu. Afirmou que cumpriu todas as exigências legais, pagou todos os impostos municipais e lembrou que a expedição do alvará é da própria Prefeitura, se isentando de responsabilidades.

Polettini disse à imprensa que as locações para shows é uma das formas de renda do clube e, quando todos os requisitos são preenchidos, não há como negar. Ele também cobrou da Prefeitura o dever de promover e fomentar atividades culturais na cidade.



Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top