Fusão de A COMARCA e O Impacto será uma “escola para os demais jornais”, diz Mauro Adorno

Ex-funcionário de A COMARCA e fundador de O Impacto, o jornalista Mauro de Campos Adorno Filho, o Maurinho, acredita que a fusão das duas marcas será um marco que servirá de “escola para os demais jornais das cidades do interior”. O jornalista continua assinando a sua coluna , que vinha sendo publicada em O Impacto.

Maurinho Adorno, que comandou O Impacto de 22 de outubro de 1981 a 31 de dezembro de 2008, elogiou a iniciativa e não vê dúvidas do sucesso desta fusão, do ponto de vista editorial e comercial. Confira alguns trechos da entrevista:

Para você, qual é o significado desta fusão entre A COMARCA e O Impacto?
Em um primeiro momento é uma notícia inusitada. Acredito que a fusão de dois jornais seja inédita na história do jornalismo mogimiriano. Contudo, a decisão poderá contemplar uma sinergia importante nas áreas editorial e comercial, tornando-se um ponto positivo para os leitores dos dois veículos. Em nossos dias, as pessoas que cultivam o hábito de leitura e estão interessadas nos fatos do cotidiano da cidade, leem os dois jornais; agora, com a unificação, poderão ter um noticiário mais abrangente em um só veículo, pagando por um e tendo dois jornais condensados em um só. Em seus 116 anos de circulação, A COMARCA é um dos mais longevos jornais do país, com presença marcante nos principais acontecimentos de Mogi Mirim: faz parte de sua história. O Impacto, de seu lado, ao longo de seus 35 anos, com o dinamismo e o vigor de sua juventude, somou forças em prol de um jornalismo sério e abrangente. Minha esperança, e desejo, é que o novo jornal continue a trilhar a estrada da independência e da imparcialidade, proposta de seus idealizadores. Por outro lado, a união das forças dos dois veículos de comunicação poderá determinar uma maior solidez à empresa editora, um vigor que virá pela unificação da publicidade – mais forte, com um maior retorno aos anunciantes. Nesse aspecto, muito provavelmente a decisão será uma escola para os demais jornais das cidades do interior; na verdade, uma forma de se adequar os veículos à realidade de suas manchas publicitárias, com elevação da qualidade de editorial.

Como a história de O Impacto pode contribuir com A COMARCA? 
A união dos veículos deve ser vista como uma complementação de estilos de redação e públicos alvos. A COMARCA, com sua indiscutível presença junto aos leitores tradicionais, e O Impacto, com penetração junto ao leitor mais jovem. Assim, a experiência centenária de um se somará ao dinamismo do outro. É o que espero.

Ironicamente, você e o Rui de Mello Motta, outro fundador de O Impacto, trabalharam no jornal A COMARCA, antes de 1981. Trata-se de uma “volta para casa” de O Impacto
Sempre digo que a redação de A COMARCA foi meu berço para o jornalismo, o mesmo acontecendo com o jornalista Rui de Mello Mota, meu companheiro na fundação de O Impacto. Ali aprendemos as primeiras linhas com o jornalista Arthur de Azevedo, ensinamentos engrandecidos pelas orientações de Santo Rottoli. Diz o ditado que “o bom filho à casa torna”, contudo, eu diria que ambos passam a dividir o mesmo espaço, e espero que continuem fazendo o bom jornalismo dessas décadas e deste século. 


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