Rivaldo e Vitor Simões se unem contra presidente do MMEC

A oposição de Luiz Henrique de Oliveira, que está à frente do Mogi Mirim Esporte Clube, ganhou, de forma inesperada, a presença de dois integrantes de peso às vésperas da audiência pública, agendada para segunda-feira, 29, no plenário da Câmara Municipal, onde se discutirá a caótica situação vivida pelo clube. O ex-presidente Rivaldo Borba Ferreira e o empresário português Vitor Simões, que foi vítima da traição de seu ex-parceiro Luiz Henrique, se uniram à causa do S.O.S. MMEC.

Na noite da última quinta-feira, 25, representantes legais de Rivaldo e Vitor participaram da reunião ocorrida na Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm) para discutir a situação do Mogi Mirim. O grupo S.O.S. nasceu em novembro do ano passado, às vésperas da assembleia geral extraordinária convocada para Luiz Henrique para dar início ao recadastramento de sócios. Desde então, o grupo, liderado por sócios-torcedores e advogados, vem questionando decisões tomadas pelo atual presidente.

Rivaldo endossou bloco de oposição a Luiz Henrique de Oliveira

Curioso é que Luiz Henrique tem conseguido atrair número maior de opositores. A ponto até de ter confirmado o reforço de Rivaldo, que mesmo residindo nos Estados Unidos, autorizou seu representante legal no Brasil, o advogado Bettelen Dante, a participar da reunião do S.O.S., onde estão até mesmo pessoas que moveram ação contra Rivaldo pela tomada dos CTs (Centros de Treinamento) do clube, situados em Mogi Guaçu e Mogi Mirim, como garantia do investimento realizado pelo pentacampeão do mundo enquanto permaneceu no comando do clube.

Já o português Vitor Simões é quem havia sucedido Rivaldo no comando do Mogi Mirim. Tanto que o empresário havia se comprometido a pagar, de forma parcelada, R$ 10,5 milhões a Rivaldo como compensação pelo investimento do ex-presidente dentro do clube. Vitor, entretanto, escalou seu parceiro Luiz Henrique para ficar à frente do clube. Como um “golpe de Estado”, Luiz Henrique permaneceu à frente do clube e passou para trás seu ex-parceiro. Rivaldo cobra na justiça a dívida milionária.

Luiz Henrique tem sofrido forte pressão de opositores. Ações judiciais vão se acumulando contra ele ao passo que o clube tem se afundado em dívidas e em ações trabalhistas. O último revés do atual presidente foi a negociação frustrada com o Audax, que tentou tomar a vaga do Mogi na Série C do Brasileiro. Sem apoio financeiro, o Sapo já amarga a lanterna na competição. E para piorar, o clube está sem investidor e não tem direito a cota da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) pela participação no torneio.

A situação chegou a ponto de parte de o estádio Vail Chaves ficar às escuras devido à falta de pagamento da conta de energia. No estádio residem hoje jogadores das categorias de base, terceirizadas para a BTS – empresa criada em parceria com um grupo chinês. Não se sabe como Luiz Henrique tem conseguido se virar diante das dificuldades. O clube se fechou para a imprensa. Não são feitas entrevistas coletivas. E o acesso ao estádio só ocorrerá em dias de jogos.

Por isso, diante desta situação caótica, Rivaldo e Vitor estão dentro do movimento que tenta assegurar sobrevida ao Mogi Mirim. A intenção é encontrar meios de afastar Luiz Henrique da presidência e buscar alternativas para solucionar a grave crise financeira que o clube atravessa. Se o grupo S.O.S. obtiver êxito nas ações contra o atual mandatário, não está descartada a participação de Rivaldo em uma gestão voltada para sanar os problemas originários no mandato de Luiz Henrique.

Rivaldo até poderia se comprometer a buscar parceiros para o clube, como tentou emplacar uma parceria com um grupo de empresários alemães quando o Mogi já era presidido por Luiz Henrique. A saída de Luiz Henrique poderia sanar os imbróglios judiciais, dentre eles a dívida que é cobrada de Vitor por parte de Rivaldo pela “venda” do clube. Já a ação movida por torcedores contra Rivaldo pela posse dos CTs tramita na Justiça e uma conclusão parece cada dia mais distante, o que tornaria um acordo viável para as partes, principalmente para o futuro do Mogi Mirim. (com informações de Paulo Henrique Tenorio)

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