Rosana Bronzatto lança livro sobre o TG



A servidora pública municipal aposentada Rosana Júlia Megiatto Bronzatto de Azevedo conta nos dedos as horas que faltam para o lançamento de mais um livro de sua autoria, evento agendado para ocorrer na próxima quinta-feira, 11, a partir das 19h30, na sede da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm). 

Na oportunidade, Rosana estará recebendo autoridades diversas, amigos, familiares e patrocinadores para exibir oficialmente “Cem Anos de Civismo e Cidadania”, onde num trabalho notável de pesquisa, passa a limpo os cem anos da presença do serviço militar em Mogi Mirim. Mais ainda: usa o tema como mote para discorrer a respeito de fatos e personagens importantes da cidade a partir do ponto de partida de sua pesquisa.

Com 253 páginas e dividido em 21 capítulos, o livro será distribuído gratuitamente para interessados, além é claro, de uma reserva específica para ser doada para um público mais específico como personagens citados e patrocinadores, além é claro, bibliotecas diversas espalhadas pela cidade. A tiragem inicial é de 1,6 mil exemplares e foi bancada por uma rede de patrocinadores incluindo empresários e pessoas físicas.

A ideia de resgatar a história do serviço militar na cidade ocorreu numa conversa informal ocorrida em 2016 entre a autora e dois militares com passagem no Tiro de Guerra da cidade, os suboficiais Roberth Cesar Gonçalves Santos e Ademar Gomes Rodrigues, que deram a sugestão. Rosana já tinha demonstrado talento em outras oportunidades, quando, por exemplo, fez um apanhado histórico do centenário do Colégio Imaculada Conceição. “Achei interessante a proposta. Como tinha acabado de me aposentar tinha mais tempo para me dedicar à tarefa”, relatou em conversa com A COMARCA em sua residência.

Autora exibe exemplar de seu novo livro, que terá distribuição gratuita

Foi descobrir que o processo embrionário do que viria a se tornar mais tarde o Tiro de Guerra teve início há cem anos com a criação daquilo que na época era conhecida como Linha de Tiro, de origem civil e que teve como primeiro presidente o Coronel Francisco Ferreira Alves e o primeiro sargento era João Bellis. A conflagração da primeira Guerra Mundial (em 1914) deu uma espécie de urgência à criação de estruturas iguais a esta, da mesma forma que o fim do conflito em 1918 fez esfriar o entusiasmo inicial, a ponto da estrutura existente ter sido resgatada por um personagem icônico da história de Mogi Mirim, Monsenhor Nora, que repaginou a Linha de Tiro com a criação da Associação Cristã de Moços.

No decorrer da década de 1920, a Linha de Tiro voltou novamente a ter uma filosofia militar, fruto talvez, da importância dada pelo poder central ao tema, que cuidou de incluir no currículo escolar da época o treinamento militar. Na virada da década de 1920 para 1930, a Linha de Tiro estava novamente consolidada e foi ponta de lança na cidade para a adesão ao movimento constitucionalista de 1932. Rosana dá especial atenção a este período, destacando personagens importantes.

A Segunda Guerra Mundial acabou sendo preponderante para a montagem da estrutura existente atualmente, como sendo uma representação do Ministério do Exército. Por isso, ao final de 1944 havia sido criado oficialmente o TG 29, mais tarde rebatizado de 02-023. A partir daí, a autora discorre a respeito da importância da corporação para a cidade e relata casos curiosos como o fato da atual Banda Lyra ter sido gestada dentro das instalações do Tiro de Guerra.

Tomou o cuidado de relacionar todos os atiradores a partir de 1936; todos os sargentos e suboficiais que passaram pelo comando, bem como dos oficiais delegados que cuidam da parte burocrática da Junta Militar local e dos “presidentes de honra”, prefeitos que se revezaram no cargo desde então.

A autora estima que foram seis meses de coleta de material, depoimentos e finalização do trabalho. Usou como fontes de pesquisa, principalmente as edições do jornal A COMARCA, onde, aliás, seu saudoso e inesquecível pai, Orlando “Pintaca” Bronzatto reinou durante décadas com sua coluna semanal que abordava fatos históricos de Mogi Mirim e sua gente.

PATROCINADORES
Pessoas Jurídicas: Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim, Auto Posto do Ary, Bom Pão, Hospital 22 de Outubro, Indústrias Marangoni, Paraíso e Gino Calçados. Pessoas Físicas: Jorge Setoguchi, José Alexandre Coelho Silva, Luiz Antonio Guarnieri, Manoel Eduardo Pereira da Cruz Palomino, Milton Braz Bonatti, Otávio de Oliveira Azevedo, Paulo César Pimenta, Raji Rezek Ajub e Sidney Antonio Ferreira.

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