Vereador causa polêmica ao repudiar lei que garante direito a LGBTs

Por Flávio Magalhães

O vereador Samuel Cavalcante (PR) está no centro de uma polêmica. Ele divulgou na noite da última quarta-feira, 24, em sua página no Facebook um comentário repudiando a aprovação da lei estadual que garante a travestis, mulheres e homens transexuais e pessoas transgêneras o acesso ao banheiro de acordo com o gênero que se identificam.

“Vou fazer uma moção de repúdio na próxima sessão da Câmara e vou encaminhar para o governador. Querem destruir o conceito de família, isso não é normal, não vamos aceitar tal aberração!”, escreveu Samuel em sua conta no Facebook. Ele apagou posteriormente essa mensagem.


(Reprodução/Facebook)

A reportagem de A COMARCA conversou com o assessor municipal de Políticas para a Diversidade Sexual da Rede Mogiana LGBT, Chrysthopher Eluis Dekay, sobre o assunto. “Se a pessoa é uma mulher biologicamente, mas está travestida de menino ou é transgênero ela vai usar o banheiro masculino. Já as mulheres lésbicas continuam usando o banheiro feminino, não existe banheiro unissex”, exemplificou.

Dekay fez críticas à colocação de Cavalcante. “O que ocorre é que os vereadores que tem essa opinião sempre se esquecem que quando adentram a Câmara Municipal devem esquecer padrões, dogmas religiosos, ideologias ‘politiqueiras’ e pré-conceitos estabelecidos pela sociedade, pois ali estão para trabalhar para melhorias do município para todos e todas sem qualquer distinção étnica, sexual, classe social e religião”, avaliou.

Mais que isso, o integrante da Rede Mogiana LGBT afirmou que opiniões como as do vereador mogimiriano são, de maneira geral, rasas. “Penso que é de obrigação e de interesse do nobre vereador ler o escopo da lei, saber e entender sobre diversidade sexual para aí sim emitir uma posição, fala ou manifestação, exatamente para que não aconteça o que está acontecendo”, defendeu.

Para A COMARCA, Dekay considerou que comentários como o de Samuel podem causar “desinformação, desorientação e criar uma atmosfera de ódio, discriminação e até mesmo LGBTfobia fazendo um desserviço não somente a população LGBT, mas a todos os munícipes, além da perda de tempo de cuidar de algo que não lhe compete e enquanto isso o município e as problemáticas relevantes e de importância ficam de lado dentro das pautas legislativas”.

Segundo apurou a reportagem de A COMARCA, a Rede Mogiana LGBT enviou uma carta por e-mail para todos os vereadores da Câmara Municipal pedindo para que a moção de repúdio proposta por Samuel Cavalcante seja rejeitada em plenário. Além disso, a carta cita que “medidas e providências cabíveis” podem ser tomadas na Justiça contra o vereador.

1 comentários:

  1. Puta que la merda hein vereador.... Estado Laico, ou seja PARA TODOS... ce conhece? Ou usa a politica só pra tua igreja? Estamos voltando pra era das trevas com este crescente conservadorismo no país..deus me dibre desse povo

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