Prefeitura redobra atenção aos moradores de rua durante inverno

Com a chegada da estação mais fria do ano, a Prefeitura, por intermédio da Secretaria de Assistência Social, tem desenvolvido uma ação mais abrangente para cuidar dos casos de moradores de rua. Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, desde 23 de junho vem sendo implantado o programa “PSR – Inverno/2017”, voltado para o atendimento à população em situação de rua. A principal providência foi a destinação de um imóvel, na Avenida Santos Dumont, 42, no bairro Aterrado (zona Sul) para abrigar os que precisam de acolhimento. O atendimento teve início efetivo na última segunda-feira, 26, feito sempre das 18h às 07h.

A equipe técnica da Secretaria, já acostumada aos hábitos destas pessoas, informou que “os moradores de rua são enturmados e vivem em uma espécie de comunidade própria”. Há, contudo, no atendimento especializado, regras para uso do espaço como chegar ao local sem estar sob efeito de álcool ou drogas e sem portar armas. Ao chegar poderão tomar banho e terão alimentação e os seus animais também serão recebidos.

A iniciativa terá a duração de três meses, já que o município presta atendimento diário à população de rua, de aproximadamente 40 pessoas identificadas e referenciadas pelo CREAS (Centro de Referência Especializada de Assistência Social). “No CREAS é oferecido o café da manhã e os usuários podem lavar suas roupas de segunda a sexta-feira”, explicou a secretária da Pasta, Leila Iazzetta. “Eles são atendidos ainda por uma assistente social e uma educadora social e, além do acolhimento, recebem orientação e têm escuta especializada para suas questões”, complementa.

Segundo análise da Secretaria, muitos moradores de rua têm histórico com álcool e drogas ilícitas. Durante o acompanhamento, os esforços são concentrados na localização da família e no resgate dos laços afetivos e familiares que estão fragilizados, rompidos ou são inexistentes. “As tentativas quase sempre resultam em fracasso porque a família não se sente em condições de acolher seu membro, porque carrega mágoas e ressentimentos pelas relações anteriores terem sido bastante desgastantes”, relatou Leila.

Mesmo com a área apropriada para pernoite, não existe a garantia que o morador de rua compareça no local. “Há a garantia de ir e vir livremente e não há como obrigar uma pessoa a pernoitar em local que não seja de seu agrado ou escolha”, aponta.


FATALIDADE
A Pasta comentou ainda o caso do assassinato de um morador de rua ocorrido recentemente. Conforme o que foi divulgado, o crime não guarda relação com a existência de um local público para dormir. Aconteceu, segundo esclarecimento enviado pela Prefeitura, “pela falta de discernimento causada pelo excesso de álcool. O grupo envolvido era amistoso entre si e partilhava local, alimento e companhia”.

O morador de rua morto era cadastrado no CREAS. As técnicas da Pasta foram ao IML e o identificaram e comunicaram a morte à sua família, residente em outro estado. O sepultamento foi realizado em sua cidade de origem.

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