Jogador quase é agredido pelo presidente do MMEC

Flávio Magalhães

Após o W.O. de sábado passado diante do Ypiranga, as tensões continuaram em alta no Mogi Mirim Esporte Clube. O presidente Luiz Henrique de Oliveira proibiu durante a semana a entrada do meia Cristian nas dependências do clube e quase agrediu o jogador durante uma reunião na última quarta-feira, 16.

Oliveira acredita que Cristian seja o líder dos protestos dentro do Mogi Mirim Esporte Clube, por isso proibiu que o jogador pudesse entrar no “Vail Chaves”, além de rescindir seu contrato. A proibição foi posta em prática na terça-feira, 15, quando o o Sindicato de Atletas de São Paulo (Sapesp) esteve na cidade para se reunir com os jogadores. A COMARCA acompanhou a situação.

Os demais jogadores foram solidários e saíram do “Vail Chaves” para que a reunião pudesse ocorrer, já que os representantes do sindicato também foram proibidos de entrar. “Nunca vi uma empresa proibir o sindicato de entrar, isso não existe”, comentou Mauro Costa, diretor do Sapesp. “A gente não veio brigar, a gente veio defender o atleta, que é um trabalhador como qualquer outro”, completou.

“É a primeira vez na minha carreira que encontro uma situação dessas”, disse Cristian à imprensa. Um dos nomes mais experientes do elenco, Crsitian se tornou o porta-voz do grupo e afirmou que continua na briga pelos jogadores mais jovens. “Nem eles nem o Mogi Mirim merece isso”, afirmou, relatando que há atletas sem salários há sete meses. “Foi pago apenas o salário de janeiro, durante o Paulistão”, completou.

No dia seguinte, o presidente Luiz Henrique Oliveira se encontrou com o elenco para tentar convencê-los a ir a campo hoje contra o Tupi e se irritou com a presença de Cristian. Os dois tiveram uma discussão acalorada e, segundo informações, o mandatário tentou agredir o atleta, sendo contido pelos filhos.

Na quarta-feira, a Federação Paulista de Futebol (FPF) entrou na questão. Para A COMARCA, esclareceu que adiantou 30% da cota destinada ao clube para a participação no Campeonato Paulista da Série A3 de 2018, com finalidade exclusiva para pagamento dos salários dos atletas. O valor, segundo informações extraoficiais, seria de R$ 350 mil.

Por não confiarem no presidente, os jogadores exigiram que o pagamento fosse depositado diretamente a eles pela FPF.

Cristian (à esquerda) e membros do sindicato foram barrados no “Vail Chaves”

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