Luiz Henrique dá sinais de que pretende ficar no MMEC

Três semanas após a despedida vexatória do Mogi Mirim Esporte Clube na Série C do Campeonato Brasileiro, com a goleada de 8 a 1 sofrida para o Joinville, em Santa Catarina, o presidente Luiz Henrique de Oliveira convocou uma coletiva de imprensa na tarde de quinta-feira (29), para abordar uma série de assuntos, como reeleição, a ação de destituição impetrada na Justiça por membros do Grupo SOS Mogi, o futuro do clube e uma investigação para apurar situações que ocorreram dentro do clube, como o WO contra o Ipiranga.

O dirigente assegurou que permanece na presidência do Sapo até o final de seu mandato, que vence em 31 de dezembro deste ano. “Vou até o fim, trabalhando contra forças ocultas que não aparecem”, disse. A eleição para o biênio 2018/2019 acontece em novembro e caberá ao Conselho Deliberativo coordenar o processo eleitoral, desde a publicação do edital de convocação até a realização do pleito propriamente dito. Lançar seu nome para uma eventual reeleição é um assunto que Luiz Henrique ainda não analisou.

“Não tomei partido sobre isso ainda. Encerramos um campeonato, ainda precisamos honrar alguns compromissos e é prematura eu decidir algo neste momento. Nada impede de eu me candidatar, mas, ainda tenho tempo para pensar”, adiantou. Porém, o presidente não esconde que está cansado de tudo o que vem acontecendo dentro do clube, desde quando ele assumiu a presidência em 2015.

Luiz Henrique disse que não está com tanta paciência para lidar com o que ele chama de quadrilha, quem vem agindo há dois anos para prejudicar o Mogi Mirim. “Eles cooptam jogadores, sabotam o clube, picham o estádio, queimam vestiário reformado. Isso tudo depõe contra o clube, a instituição e, acima de tudo, contra a cidade”, frisou. Ele ainda lembrou de um episódio que, segundo o presidente, mostra que a chamada quadrilha quer ver o fim do Mogi Mirim.

No ano passado, disse foi procurado pelo advogado do ex-presidente Rivaldo, que tinha uma oferta de compra do estádio ‘Vail Chaves’ por um grupo alemão. O valor do negócio: R$ 11 milhões, justamente a quantia da dívida do clube com o pentacampeão com a seleção em 2002. “Queriam vender o estádio de maneira sorrateira, na calada da noite. Tenho documentos, gravações e conversas pelo whatsapp. Até o nosso advogado eles cooptaram”, relatou.

O presidente disse que não aceitou a proposta. “Depois disso, minha vida virou um inferno”, frisou. “Eles personificaram a minha imagem com a pecha de transgressor da lei. Não tenho nenhum processo”, afirmou. Portanto, a decisão de sair ou não como candidato vai depender de uma série de fatores. Se o desgaste é grande, há situações que podem levá-lo a pensar na permanência. E não como presidente.

“Se tudo isso que está acontecendo agora, tivesse acontecido em 2015, certamente eu não teria permanecido. Mas, hoje, tenho dinheiro meu aqui dentro (no clube). Como vou receber de volta. Podemos apoiar alguém que honre com os compromissos do clube”, atentou. Além disso, há o que ele chama de honra. “Fui achincalhado, taxada disso e daquilo que não sou. Quero mostrar que não sou o que eles dizem que sou”, frisou.

No entanto, mais do que continuar ou não na gestão do clube, Luiz Henrique quer uma investigação aprofundada dentro do Mogi Mirim. Uma espécie de ‘lava jato do Mogi’. “Precisamos investigar os quatro rebaixamentos, porque há indícios de cooptação de jogadores. O WO precisa ser investigado, os 8 a 1 para o Joinville, que ninguém fala, também precisa ser investigado. Vamos propor isso à Polícia Civil e ao Ministério Público”, adiantou.

Na sua visão, independente de quem estiver no comando do Sapo em 2018, se o clube não for ‘passado a limpo’, corre sério risco de sofrer mais um rebaixamento na Série A3 do Campeonato Paulista. “Precisamos atacar a causa, senão o efeito vai ser sempre o mesmo. Não sou de transferir responsabilidades e culpas, mas, vejo que não foi só a nossa incompetência que não evitou os rebaixamentos. Temos que apurar o que realmente aconteceu”, reforçou.


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