Sem investidor, MMEC pode não disputar A3

Sem saber ainda se concorrerá à reeleição ou, se for candidato ou mesmo que apoie outro nome, terá sucesso no pleito eleitoral, o presidente Luiz Henrique de Oliveira afirmou que o Mogi Mirim já iniciou o planejamento para 2018. Ele prevê para dezembro o início das atividades para a próxima temporada. Dois fatos podem ajudar o clube na preparação do elenco para a A3: a base deixada neste ano e o Sub20, que disputará a Copa São Paulo de Futebol Junior em janeiro.

Porém, o dirigente foi enfático ao alertar que sem um investidor forte, é quase impossível o clube disputar a A3. Afinal, o Mogi Mirim não dispõe de receitas próprias. Luiz Henrique lembrou que, desde quando assumiu o Sapo, as fontes de receitas se resumiam nas quotas de participação nos campeonatos, como Série B do Brasileiro e Séries A1 e A2 do Paulista. E para comprometer ainda mais o orçamento de 2018, parte da cota da A3 foi antecipada pela Federação Paulista de Futebol para pagamento de salários de jogadores no mês passado.

“Continuamos em busca de investidores. Só que essa insegurança jurídica que vive o clube tem dificultado as negociações. E essa coisa de falar que o clube ficou nessa situação desde 2015 é falacioso. O Mogi Mirim já é deficitário desde 2008. Se não fosse, a família do ex-presidente Wilson Fernandes de Barros não entregaria o clube para o Rivaldo”, destacou.

Mesmo assim, ainda acredita que o clube possa atrair parceiros fortes. “Quando iniciamos uma conversa, mostrando a eles (potenciais investidores) o pior cenário possível. Temos que ser francos. Mas, o Mogi Mirim é um clube de tradição, tem uma marca forte e tem ativos, como o estádio. Temos que viabilizar o futebol do clube”, ressaltou.

Nesse ‘pior cenário possível’, está uma dívida de R$ 4 milhões no valor de causa, referente a ações trabalhistas. Os valores tendem a aumentar, por conta das ações que estão sendo propostas pelos funcionários do clube que foram desligados. Luiz Henrique explicou que a falta de recursos para arcar com as despesas rescisórias levou o clube a buscar orientações junto à Justiça do Trabalho.

“A nossa advogada (Roberta Pinheiro) buscou um apoio formal para encontrarmos uma melhor maneira de dispensar os funcionários de uma maneira menos traumática. Já estávamos com salários atrasados – desde junho – e não tínhamos como arcar com mais essa despesa. Optamos pela rescisão direta. Eles propõem a ação trabalhista e a Justiça faz a liberação indireta para que possam sacar o FGTS e dar entrar no seguro desemprego”, contou. Foram 30 funcionários dispensados, cujo processo de demissão começou em julho. 



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