Mulher forja próprio sequestro para enganar a família

Uma mulher de 38 anos vai responder por falsa comunicação de crime, após ter forjado seu próprio sequestro. Ela chegou a colocar em alerta a Polícia Civil de Mogi Mirim e também a Delegacia Antissequestro de Campinas (DEAS), que esteve na cidade na noite da terça-feira, 26, para iniciar as investigações.

O companheiro da vítima, um empresário de Mogi Mirim, juntamente com familiares, esteve no plantão policial no início da noite da terça-feira, 26, informando que ela havia saído de casa, no bairro Santa Cruz, por volta das 13h30, para ir na manicure, e posteriormente, acompanhada de uma cunhada, iria até o hospital para acertar os detalhes de sua cesariana que estava marcada para o dia seguinte.

Familiares estranharam quando souberam que a mulher não chegou a ir à manicure e muito menos se encontrar com a cunhada para irem até o hospital. Horas depois, o empresário começou a receber mensagens por um aplicativo de celular, de um número desconhecido. As mensagens tinham um tom ameaçador e davam a entender que sua companheira havia sido sequestrada.

Antes de procurar a polícia, o empresário verificou as câmeras de segurança instaladas na residência e pode perceber que um homem estranho passava em frente da moradia e mexia no celular, o que aumentou o seu temor.

Após seus relatos à Polícia Civil, a Delegacia Seccional e a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) foram acionadas. A Delegacia Antissequestro de Campinas também foi comunicada. Policiais desta especializada vieram até Mogi Mirim para dar início às investigações.

LOCALIZAÇÃO
A primeira medida foi iniciar o monitoramento do telefone desconhecido que estava enviando as mensagens ao celular do empresário. Através do aparelho, os policiais chegaram até um moto táxi da cidade de Santos.

A antissequestro fez contato com os policiais santistas e estes localizaram o moto táxi. Ao ser questionado, o profissional relatou que havia levado uma mulher até um hotel na praia José Menino, fornecendo o endereço.

Acreditando que a mulher pudesse estar em poder dos criminosos, os policiais montaram uma operação e seguiram para o hotel. O quarto onde estaria a suposta vítima teve sua porta arrombada e, para a surpresa dos policiais, a mulher estava sozinha.

Ela foi encaminhada à DIG de Santos, onde confessou que, por conta própria, havia montado toda esta situação, devido ao fato de ter perdido o bebê e estar com medo de dizer o ocorrido aos familiares. Ela vai responder pela falsa comunicação do crime.

Um irmão da mulher seguiu até a cidade de Santos e a trouxe de volta para Mogi Mirim. Na quarta-feira, 28, ela foi levada à Delegacia de Polícia para esclarecer os fatos.


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