Saúde confirma 1º caso de chikungunya no ano

A Prefeitura divulgou na tarde de ontem a confirmação do primeiro caso de chikungunya no ano em Mogi Mirim. O paciente é um homem na faixa etária dos 40 anos, morador no Parque da Imprensa, Zona Oeste da cidade. O que preocupa a administração municipal é o fato de ser um caso autóctone, ou seja, a doença foi contraída no município, o que levará a uma série de ações para evitar o surgimento de novos casos. No ano passado, foram registrados dois casos no município, mas contraídos foram de Mogi Mirim.

O resultado do exame que constatou a chikungunya foi encaminhado quinta-feira, 18, pelo Instituto Adolfo Lutz à Secretaria Municipal de Saúde. Há pouco mais de uma semana, o paciente procurou o serviço de saúde público com sintomas de dengue, como dores no corpo, dores nos olhos e febre alta. Foi realizado exame para verificação da doença, e o resultado foi negativo para a dengue.

Como os sintomas continuaram e o paciente voltou ao serviço de saúde, houve a suspeita de que ele tivesse contraído a chikungunya. Amostras para exame foram coletados e enviados ao Instituto Adolf Lutz. Ele está sendo tratado em casa. Diante do resultado, a secretaria comunicou o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) e ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, e de conscientização da população para evitar a formação de criadouros serão desencadeadas.

“Estamos chegando numa época crítica, que é o período de verão. Com tempo muito quente, há racionamento de água, e as pessoas fazem armazenamento de água de forma inadequada”, disse a secretária municipal de Saúde, Rosemary Fátima Silva, a Rose. Por conta do caso de Chikungunya, haverá um trabalho de busca ativa na região onde o paciente mora, num perímetro estabelecido pela Vigilância Epidemiológica.

De porta em porta, os agentes realizam a limpeza de objetos e produtos que possam servir de criadouros. Em seguida, é aplicada a nebulização costal. Como a Prefeitura ainda não sabe onde a doença foi contraída, o mesmo trabalho será realizado nos locais onde o paciente costuma frequentar. Quem desses locais apresentar sintomas, será submetido a exames para detecção da doença.

No restante da cidade, serão tomadas ações de prevenção e combate, envolvendo todas as secretarias municipais. As visitas de rotina serão intensificadas, bem como o recolhimento de lixo, entulho e material descartável. No próximo sábado, dia 28, está programada uma ação de limpeza e recolhimento na Zona Leste. “Vamos colocar mais um caminhão na rua neste dia para ajudar a recolher o material”, adiantou Rose.

A secretaria também já requisitou à Secretaria de Suprimentos e Qualidade a compra de NS1, os chamados testes rápidos para confirmação da doença. Porém, o maior apelo feito por Rosa é de que a população também faça a sua parte, conscientização sobre a importância de reforçar as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue, ou seja, evitar o acúmulo de água.

“Diante dessa confirmação, o prefeito pediu que fizéssemos esse alerta para a população. Que ela se conscientize de que a parte dela precisa ser feita”, afirmou. Nesse sentido, o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgotos) passará a levar informações sobre as doenças transmitidas pelo mosquito, como a dengue, a chikungunya e o zika vírus.

O alerta é para evitar que o cenário trágico ocorrido em 2015, quando 11 pessoas morreram no município, vítimas da epidemia de dengue. “A Sucen (Superintendência do Controle de Endemias) fez um mapeamento e a previsão é de que haverá uma epidemia em 2018. Nossas ações são para amenizar o impacto na nossa população”, atentou Rose, informando que o município também se preocupa com os casos de dengue. Até o momento, são 15, espalhados por todas as regiões da cidade.


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