Mogi conhece adversários da A3

A menos de 60 dias para o início da competição, o Mogi Mirim terá que correr contra o tempo para ter um time em campo no dia 17 de janeiro, quando estreia na Série A3 do Campeonato Paulista contra o Noroeste, em Bauru. A tabela da competição foi divulgada sexta-feira (17), pela Federação Paulista de Futebol (veja os jogos do Mogi abaixo). O primeiro jogo em casa acontece na rodada seguinte, dia 21, quando recebe a Portuguesa Santista.

Embora a tabela tenha sido divulgada com a presença do Sapo, havia o risco do Mogi não participar do campeonato, bem como ficar suspenso por dois anos das competições promovidas pela FPF. Isso porque o clube tinha uma dívida de quase R$ 52 mil referente a taxas de arbitragem em atraso e multas não recolhidas. Na quarta-feira, 22, a assessoria de comunicação da FPF informou que o Mogi quitou as pendências com a entidade e está garantido nas competições de 2018, como a Copa São Paulo de Futebol Junior e a Série A3.

Portanto, é hora, então, de preparar um elenco para a temporada de 2018. Essa será a missão do presidente Luiz Henrique de Oliveira, aclamado no último sábado, 18, para administrar o Mogi por mais dois anos. A eleição para a escolha dos novos dirigentes e conselheiros do clube aconteceu no estádio Vail Chaves. O pleito foi realizado com portões fechados. Ninguém que não fosse associado com direito a voto poderia entrar. Até mesmo a imprensa foi barrada.

Batizada de “Mogi de Coração”, a chapa encabeçada por Luiz Henrique foi reeleita por aclamação pelos sócios que compareceram à assembleia ordinária, uma vez que não houve a inscrição de chapa de oposição para concorrer à presidência do Sapão da Mogiana. O novo mandato começa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2018. Vale lembrar que o prazo para registro de chapa expirou antes mesmo da publicação do edital de convocação da eleição.

Em nota encaminhada à imprensa, a assessoria de comunicação do clube informou que a eleição transcorreu de ‘forma legítima, atendendo todas as normas estatutárias do clube’. Luiz Henrique também não quis falar com a imprensa logo após a eleição. Se manifestou apenas por meio de nota.  “Precisamos agora desarmar o palanque, pacificar e unir forças com os sócios para elevar o Mogi Mirim a outro patamar”, declarou.

Mesmo com o reforço de seguranças, não houve qualquer incidente durante a eleição de sábado. Isso porque os portões do estádio Vail Chaves permaneceram fechados o tempo todo. Somente que tinha direito a voto pode entrar. Como o advogado Betellen Dante, que compareceu representando o ex-presidente Rivaldo, sócio benemérito. Mesmo com uma procuração em mãos, Betellen teve que esperar algum tempo do lado do fora do estádio até ter a sua entrada autorizada.

Na saída, ele conversou com a imprensa. Disse que havia em torno de 25 a 30 associados e que após abrir a assembleia, Luiz Henrique apresentou os componentes da chapa. “Na composição atual, ele só manteve os familiares. Os demais são diferentes”, comentou. Betelen fo o único, dentre os presentes, a não se manifestar a voto da única chapa concorrente.

“Não é a chapa que gostaríamos. Nada pessoal contra o Luiz Henrique, mas, suas práticas não atendem aos interesses do clube. E o Rivaldo tem interesse na continuidade do Mogi Mirim”, apontou.  Torcedores e representantes do Movimento SOS Mogi comparecerem ao clube e ficaram do lado de fora. Sem poder entrar, eles acabaram assinando uma lista que será anexada ao processo judicial que é movido contra a eleição realizada pelo clube.

O objetivo é mostrar ao judiciário que foram impedidos de entrar e acompanhar o processo eleitoral, mesmo não tendo direito a voto. Somente três integrantes do movimento foram chamados pela diretoria para participar da assembleia: o vereador Geraldo Vicente Bertanha, José Hamilton Turola e João Carlos Bernardi.

Os três conseguiram, na Justiça, uma liminar que reconhece no direito dos autores em participar de uma assembleia geral ordinária que foi realizada no dia 27 de abril deste ano. Como a liminar ainda não foi cassada, a decisão ainda tem efeito legal. Por isso, tinham direito a participar da assembleia de sábado.  Porém, nenhum dos três estava presente.


Portões fechados: nem a imprensa acompanhou a eleição no Mogi Mirim

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