Suspeitos de matar policial civil são presos

A Polícia Civil, através da Delegacia Seccional e da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) elucidou e prendeu dois dos três homens acusados de estarem ligados à morte do investigador chefe da Polícia Civil de Mogi Mirim, Emerson Meschiari, 46, ocorrido em agosto passado, em frente ao banco Bradesco, na rua Padre Roque, durante um latrocínio (roubo seguido de morte).

As investigações se iniciaram logo após o crime. Os investigadores tiveram acesso às imagens captadas por câmeras de segurança nas proximidades. Eles apuraram que os suspeitos chegaram em um veículo GM Corsa, com placas de São Paulo, que estaria na cobertura de um roubo que pretendiam praticar no banco, e que foi o ponto chave para chegar aos autores do crime.

Em entrevista coletiva à imprensa, o delegado seccional José Antônio Carlos de Souza e a titular da DIG, Edna Elvira Salgado Martins, detalharam como foram realizadas as investigações que culminaram nas prisões de Rafael de Oliveira Assunção, de 28 anos, e Mauricio de Jesus do Nascimento, 28, e ainda na participação de Ricardo de Oliveira Conga, 31, ainda foragido.

O primeiro a ser preso foi Rafael. Ele teve a prisão decretada três dias após o crime e foi detido em setembro, na cidade de Mogi Guaçu, onde morava com a família. O segundo foi Mauricio. O suspeito tinha sido preso pela Polícia Federal com documentos falsos em Joinville, no Sul do país.

INVESTIGAÇÕES
Após o crime, a Polícia Civil começou a trabalhar buscando imagens que pudessem levar aos criminosos. Ao analisá-las, os policiais chegaram ao veículo Corsa, que, pelo emplacamento, tinha como endereço de propriedade a Vila Joaniza, Zona Sul de São Paulo. O carro estava em nome de Aline Carvalho.
Foi dado o alerta e o veículo foi apreendido na capital paulista, uma semana depois. A proprietária foi trazida a Mogi Guaçu, onde prestou depoimentos e foi colocada em liberdade.

Com os levantamentos e informações obtidas, os policiais civis, com o apoio do DEIC de São Paulo, se deslocaram para o bairro de São Paulo, com o propósito de checar as informações que poderiam levar aos bandidos.

Foram feitas buscas em uma oficina mecânica, onde o carro foi levado para ser retirado um engate. O acessório foi encontrado na casa de Mauricio, onde também foram realizadas buscas. Lá, foi possível apurar que o suspeito chegou a ser baleado no pé pelo investigador mogimiriano. No momento da ação policial, Maurício não foi encontrado. A informação era de que ele havia fugido para o Sul do país.

Os policiais também tiveram a confirmação de que Rafael seria morador do mesmo bairro, porém, estaria residindo em Mogi Guaçu há cerca de um ano e meio. Foi iniciado o monitoramento, e no dia 24 de setembro, a Polícia realizou o cerco e prendeu Rafael na casa de seus familiares, no Guaçu.

Com trabalho da inteligência da Polícia Civil, chegou-se ao paradeiro de Mauricio, que estaria no Sul do país, onde foi preso pela Policia Federal. O terceiro envolvido, Ricardo de Oliveira Conga, continua foragido.


Criminosos integram quadrilha especializada em roubo a banco


Os três bandidos identificados pela Polícia Civil integram uma quadrilha que é especializada neste tipo de ação, com a assaltos a bandos e agências de correio. Inclusive, após o episódio em Mogi Mirim, o bando teria praticado outros crimes idênticos no interior do Estado. Segundo o delegado seccional, José Antonio Carlos de Souza, um dos integrantes tem a função de buscar os alvos dias antes, ficando de espreita em agências bancárias para fazer o levantamento de movimentação e rotina.

Pelas imagens captadas por ocasião da morte de Emerson, a Polícia percebeu que por diversas vezes, o GM Corsa passou pela agência bancária onde aconteceu o crime. Indício de que os autores poderiam estar  monitorando o banco. 

Uma moto, possivelmente uma Honda RR, também foi usada na ocasião. Ficou esclarecido que Mauricio era quem estava com a jaqueta preta e conduzia a moto, que deixou o local após o crime. Ricardo seria o suspeito de branco, que estava na garupa. 

Contrariando o que muitos puderam observar em vídeos que circularam após o crime, Ricardo estava com a arma nas costas e quando se abaixou, momentos antes da troca de tiros, já estava com a mesma nas mãos. Já Rafael estaria conduzindo o veículo.

Na fuga, Maurício e Ricardo teriam descido a lateral do banco e seguido pela rua Osvaldo Cruz até o rua Antônio Davoli, onde o GM Corsa os aguardava. Ricardo, o garupa, desceu e entrou no veículo. Ele estava de posse de malotes roubados. 

Para deixar a cidade, o GM Corsa seguiu pela SP-147, sentido Limeira, e a moto foi para Mogi Guaçu. José Antônio afirmou que Emerson teve oportunidade de balear os criminosos, mas, não teria agido desta forma, para evitar ferimentos no representante do posto de combustível, a quem o investigador acompanhava para efetuar depósito no banco, e ficou no meio do fogo cruzado. “Trabalhei 18 anos com o Emerson na DIG, ele foi um herói”, disse o seccional.



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