Fatec tem projeto selecionado em competição

O projeto ‘Incubadora Neonatal Automatizada’, de autoria de três alunos do curso de mecatrônica da Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Arthur de Azevedo”, de Mogi Mirim, foi selecionado para participar da final do V Desafio Inova Paula Souza de Ideias e Negócios, uma competição de Modelo de Negócios do Centro de Paula Souza entre equipes formadas por estudantes do ensino médio, técnico, tecnológico e pós-graduação, egressos e professores de ETECs (Escola Técnica) e FATECs (Faculdade de Tecnologia).

O Inova Paula Souza é uma agência de inovação do Centro de Paula Souza, que tem como objetivo central, transformar ideias e projetos em produtos patenteados. Nessa quinta edição, foram mais de 2 mil projetos cadastrados, de 290 unidades localizadas em 42 regiões. Dos trabalhos propostos por alunos e docentes da Fatec de Mogi Mirim, o projeto de Incubadora Neonatal Automatizada foi selecionado no eixo tecnológico Saúde, Ambiente e Segurança.

A relação dos 36 projetos de Etecs e Fatecs finalistas foram divulgados nesta semana. As três melhores propostas de cada uma das 12 categorias do prêmio foram escolhidas de acordo com critérios como escopo e relevância da ideia, objetividade no preenchimento do Modelo de Negócios Canvas, clareza do pitch, viabilidade e potencial de execução econômica do projeto, bem como grau de inovação e proteção legal da proposta.

Os finalistas participarão do evento de premiação ‘Melhor dos Melhores’, programado para fevereiro de 2018, na sede do Centro Paula Souza, na Capital. Cada equipe terá três minutos para seu pitch – apresentação feita por empreendedores para vender seus projetos a potenciais investidores – a um grupo de jurados composto por professores da comissão organizadora do desafio e especialistas convidados. Ao final, serão premiados os primeiros colocados de cada eixo tecnológico e em seguida será eleito o melhor projeto da competição.

O trabalho da Fatec selecionado para a final foi desenvolvido pelos alunos Wallace Passoni Montagnini (representante), Ademir Guilherme Granziera (integrante) e Guilherme Borges Ferreira (integrante), sob a orientação e coordenação dos professores Helder Anibal Hermini e Henrique Antonio Mielli Camargo.

Segundo Wallace, o projeto foi idealizado a partir da sua experiência profissional. “Trabalho como autônomo em um hospital na área de engenharia clínica e faço manutenção preventiva e corretiva em diversos equipamentos médicos. Um dia, o professor Helder propôs ser meu orientador em uma iniciação científica. Disse que gostaria de fazer algo relativo à área de saúde, especificamente, com incubadoras neonatais, pois estas possuem diversos problemas”, explicou.

Wallace informou já ter experiência com esse equipamento, com a desmontagem e montagem de várias incubadoras e, por conta disso, aceitou realizar o projeto. “Logo depois, começamos a ‘inovar’ a incubadora. A nossa motivação é justamente a oportunidade de aprimorar esse equipamento, trazendo mais segurança. Foi relativamente fácil, porque eu conheço os principais defeitos”, destacou.

Outro ponto que incentivou o projeto, segundo Wallace, foi o fato de que a incubadora abre muitas oportunidades de mudanças, ou seja, ainda há muita coisa a melhorar, abrindo espaço para o projeto que abrange um retrofit completo do sistema de filtros, ventilação, aquecimento e principalmente do sistema de controle e supervisão, que é a parte mais importante durante a incubação.

TECNOLOGIA
No projeto, o grupo ressaltou que decorrente da crescente evolução da tecnologia, as incubadoras neonatais ficaram defasadas em relação a aplicação de inovações existentes na atualidade, ocasionando a inconfiabilidade de dados apurados e controlados pelas mesmas e também as tornando mais suscetíveis a erros. Como consequência, colocam em risco a vida e o desenvolvimento dos recém-nascidos prematuros que em muitas ocasiões são levados a óbito por dependerem delas para sua sobrevivência.

Para suprir a defasagem tecnológica das incubadoras neonatais existentes, foram aplicados os conceitos análogos a cyber-física, ou seja, tecnologias de controle e supervisão remotas em tempo real através do emprego da computação em nuvem, as tornando mais seguras e eficientes e permitindo a concepção de um banco de dados para analises futuras do processo de recuperação do prematuro.

Pelo fato de grande parte das incubadoras serem de origem internacional, há uma grande dificuldade quanto a custos e manutenções das mesmas, inviabilizando a aplicação em hospitais públicos. Para suprir essa defasagem, se fez necessário a utilização de tecnologias nacionais, sendo muito mais viáveis e de fácil manuseio. Com a substituição do sistema de potência arcaico por um sistema digital e aperfeiçoando o sistema de filtros bactericidas, a incubadora tornou-se muito mais concisa e confiável na aquisição e controle de dados.

Para o diretor da Fatec mogimiriana, André Giraldi, o projeto traz como inovação o uso da mecatrônica na área da saúde. E a seleção do projeto reforça o esforço da unidade no incentivo à pesquisa. “Dá mais credibilidade ainda para a Fatec e abre as portas do mercado de trabalho para os nossos alunos”, enfatizou.

TRADIÇÃO
Essa é a terceira vez que a Fatec de Mogi Mirim tem projeto selecionado pela Agência de Inovação INOVA Paula Souza. Na edição de 2013, a equipe composta pelos alunos Paulo Ricardo de Lima Figueiredo, Paulo Luiz de Almeida Filho e Fabiano Simioni, representantes do curso de Projetos Mecânicos, orientada pela professora Marli Delfino Campos, pelo professor Helder Anibal Hermini e pela auxiliar docente Fernando Bianchi, ficou em terceiro lugar com o projeto “Escaner e Impressora 3D para prototipagem de próteses ortopédicas e estéticas”.

Já em 2016, os alunos de Mecatrônica Industrial, Ademir Guilherme Granziera e Guilherme Borges Ferreira, sob a orientação do professor Helder Anibal Hermini, também ficaram em terceiro lugar com o projeto “Prótese de Perna Antropomórfica Microcontrolada”.



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