Pesquisa sobre asfalto permeável é selecionada para congresso nacional

Flávio Magalhães

Uma pesquisa sobre a viabilidade do asfalto permeável para pavimentação, de autoria das estudantes Maria Luiza Cruz da Cunha Canto, Rebecca Mastrangi e Vanessa Inácio de Lima, foi selecionada para participar do 17º Congresso Nacional de Iniciação Científica (Conic), realizado no final de novembro, no Centro Universitário Ítalo Brasileiro (UniÍtalo), em São Paulo.

Realizado pelo Semesp – Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior – desde 2001, o Conic tem como objetivo identificar talentos, estimular a produção de conteúdo científico além de viabilizar na prática os projetos apresentados pelos alunos, por meio do exercício da criatividade e de conhecimentos adquiridos. São aceitos trabalhos de qualquer tema e área do conhecimento inscritos por estudantes de instituições de ensino superior públicas ou privadas.

A mogimiriana Maria Luiza, a Malu, que cursa Engenharia Civil com Rebecca e Vanessa no Centro Universitário de Jaguariúna (UniFaj), contou que o objetivo da pesquisa foi analisar a viabilidade do uso do asfalto permeável flexível, que tem como função a redução de enchentes e alagamentos nas cidades, onde grande parte do solo encontra-se impermeável. “A água é drenada sem risco de contaminação”, explicou para A COMARCA.

O asfalto permeável é composto por duas camadas. A parte superficial contém pequenas pedras ligadas ao asfalto, deixando vazios, permitindo a passagem da água. A segunda camada é mais volumosa, com grandes pedras, deixando espaços maiores, armazenando o volume que chegou da superfície. Então, a água chega ao subsolo, podendo atingir o lençol freático, ou, caso contenha um sistema de drenagem, a água poderá ser coletada e conduzida a reservatórios.

“A drenagem encarece o projeto, por isso é mais viável deixar que a água chegue ao lençol freático”, frisou Malu, que ressaltou ainda que o asfalto permeável é capaz de absorver de 11 a 18 litros de água por minuto, aliviando o volume que vai para o sistema de esgoto e evitando alagamentos urbanos. Ou seja, possui um custo-benefício interessante para os municípios.

Após a publicação do artigo pelo Conic – que, aliás, está disponível online nos anais do congresso – o próximo passo das estudantes é testar em laboratório o asfalto permeável, o que deve ocorrer já no próximo ano na UniFaj. Se tudo correr bem, o material pode ser usado futuramente em áreas que sofrem com enchentes.


Rebecca, Vanessa e Malu durante o Encontro de Iniciação Científica (Enic) da UniFaj

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