Projeto Floralto quer mudar a cara do Jardim Planalto

Flávio Magalhães

É possível mudar o futuro de um bairro condenado a um ciclo de pobreza e violência há quase quatro décadas? O presidente da Associação de Moradores dos Bairros Residencial Floresta e Jardim Planalto (Floralto), Fábio Luiz Cintra, acredita que sim. E aposta todas as suas fichas nas crianças e nos adolescentes.

O Projeto Floralto existe há quase um ano e meio, e desde que Fábio assumiu a presidência da associação o foco é tirar os jovens das ruas e do tráfico de drogas, uma dura realidade do Residencial Floresta e Jardim Planalto. “Para mudar a cara desse bairro, temos que apostar nas crianças”, reforça. “As pessoas pensam que é brincadeira, mas tem criança passando fome aqui”, relata.

Para dar uma nova perspectiva à juventude do bairro, o Projeto Floralto anda de mãos dadas com a escola estadual e com a unidade básica de saúde (UBS) do Jardim Planalto. A instituição de ensino cedeu um espaço para a secretaria da associação, enquanto o postinho faz um trabalho de conscientização sobre saúde pública com a garotada.

Paralelamente, um verdadeiro time de voluntários oferece aulas aos jovens. Tem capoeira, de segunda a quarta; treino de goleiro, às segundas e terças; futebol sub10, sub12 e sub14; zumba e dança de rua duas vezes por semana; teatro aos domingos; e tênis aos sábados. “É o único projeto que tem aulas de tênis”, orgulha-se Fábio.

Não por acaso, as atividades são concentradas no período noturno. “É quando o bicho pega”, explica o presidente do Floralto. As escolas e demais projetos sociais, como o Badí e o ICA, ocupam as crianças durante o dia, mas elas estão vulneráveis a noite. “Jovem que não tem o que fazer, não vai fazer coisa boa”, frisa.

Felizmente, o Esporte e o Lazer ganham de goleada. “Aqui, o jovem vai fazer o que gosta, não vai sair do bairro. Tem muita gente boa aqui, mas precisa de incentivo”, garante Fábio. Por isso é tão importante que o Projeto Floralto continue funcionando. Por ser uma entidade recente, a associação sobrevive apenas de doações. “A comunidade nos abraçou”, comemora o presidente, mas é preciso ainda mais.

O próximo passo é pedir ajuda de empresários. Afinal, Fábio reconhece que boa parte dos problemas de criminalidade de Mogi Mirim são de moradores do Planalto e do Floresta, por isso quer ajuda para cortar o mal pela raiz e mudar o destino da próxima geração. “Se continuar assim, a criminalidade vai continuar aumentando”, lamenta. “Se cada um ajudar um pouco, faz a diferença”.

“A comunidade nos abraçou”, comemora o presidente Fábio, mas é preciso ainda mais


AJUDE
O Projeto Floralto atende cerca de 300 crianças e adolescentes, dos 6 aos 17 anos, através do Esporte e do Lazer. Distribui cestas básicas para as famílias mais carentes e pretende implantar uma assistência aos idosos. Quem quiser contribuir, pode entrar em contato com a associação pelo número 97136 9317.

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