4º caso de chikungunya faz aumentar alerta

A Secretaria de Saúde divulgou um balanço das ações de combate ao Aedes aegypti e os números de pacientes infectados pelo mosquito. O que mais chamou a atenção foram os números relacionadas à chikungunya, doença causada pelo Aedes. A pasta registrou quatro casos positivos, um em casa região do município. Por isso, faz um alerta à população quanto ao risco de proliferação do mosquito e das doenças, principalmente neste final de ano.

“O mosquito está circulando de um extremo ao outro da cidade”, atentou a secretária de Saúde, Rose Silva. Ela lembrou que foram realizadas diversas ações de limpeza em Mogi Mirim. No total, a pasta organizou seis edições do “Operação Zero: Zero Aedes, Zero Sujeira” de combate ao mosquito Aedes aegypti em todas as regiões no município no decorrer do segundo semestre. Porém, ela tem percebido que alguns desses locais voltaram a acumular lixo.

Para Rose, mesmo com a epidemia de 2015, com mais de vinte mil casos de dengue e 11 óbitos, a população ainda não se conscientizou totalmente de que o mosquito existe e está em evolução. “Na chikungunya, as dores musculares são maiores e o estafa muscular é terrível”, disse. Os quatro casos registrados até agora envolvem moradores do Parque da Imprensa, CDHU, Aterrado e Jardim Paulista. Só no Parque da Imprensa o paciente era do sexo masculino. Nos demais, os pacientes eram mulheres. Todos contraíram a doença na cidade.

Como a nova ação da “Operação Zero: Zero Aedes, Zero Sujeira” está programada apenas para o dia 27 de janeiro, a participação popular nesse processo de combate ao mosquito, que também transmite o zika vírus e a febre amarela, é vista como fundamental por Rose. “Os munícipes precisam ficar conscientes quanto aos perigos oferecidos pela chikungunya, dengue e zika”, explicou. “Se a população não ajudar, vamos ter uma epidemia, mesmo mediante todas as ações realizadas”, convocou.

A preocupação está relacionada às festas de fim de ano, quando aumenta a concentração de pessoas nas casas em um período propício para chuvas. “As pessoas precisam ter um olhar mais crítico, encontrar os perigos e retirar tudo que pode se tornar um criadouro. Não deixar lixos expostos e eliminar os focos, porque eles (mosquitos) são rápidos para se desenvolver”, comentou Joalice Pena Rocha Franco, coordenadora da Vigilância em Saúde. Para quem for viajar, Rose também faz recomendações. “Como a casa ficará fechada por um bom tempo, evite deixar objetos expostos que podem acumular água”, apontou.

Apesar das ações de combate, Rose assegurou que a Secretaria de Saúde de Mogi Mirim está preparada para uma eventual epidemia. Além dos profissionais estarem preparados, a pasta fez um estoque de soro para hidratação e complexo vitamínico. Se for necessário, uma UBS (Unidade Básica de Saúde) da zona Norte poderá ser equipada para atender os casos que necessitarem de hidratação.

Mas, Rose não quer nem falar em epidemia. “É terrível. Por isso, temos que nos prevenir. O Poder Público tem feito a sua parte de limpar a cidade. Mas a população tem que fazer a parte dela”, reforçou. As orientações também foram extensivas às escolas. Profissionais da Educação foram informados de como proceder para que as unidades, que ficam fechadas durante as férias escolares, não virem focos de doenças.

Elas também atentaram para a transmissão da febre amarela. Joalice disse que Mogi Mirim está na rota da doença, depois do registro da morte de 40 macacos em Campinas. “Então, quem for viajar nessa época, precisa se imunizar”, destacou. As vacinas estão disponíveis em todas as UBSs. Por enquanto, não há casos de febre amarela registrados em Mogi Mirim.



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