Casos de chikungunya em Mogi Mirim chegam a 9 e colocam autoridades em alerta

A preocupação com os casos de doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypit na cidade aumenta mais nesse começo de ano. A combinação de altas temperaturas e chuvas constantes têm colocado as autoridades de saúde em alerta máximo. Principalmente depois da confirmação de nove casos positivos de chikungunya em Mogi Mirim. Os dados foram confirmados durante a reunião da Sala de Situação de Arboviroses realizada na sexta-feira, 5, com representantes de diversas Secretarias Municipais e do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgotos).

Segundo dados da Vigilância em Saúde, além das nove confirmações em todas as regiões do município, o que confirma que o vírus está em circulação na cidade, foram 42 notificações no total – 18 negativos e o restante no aguardo dos exames para análise. Nas zonas Norte e Sul foram identificados maior número de casos.
A rede básica de saúde, profissionais da Santa Casa e a UPA 24h (Unidade de Pronto Atendimento) já foram informados para que comuniquem a Vigilância em Saúde caso detectem pacientes com sintomas das doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti.

A chikungunya, assim como a dengue, também causa febre e dores no corpo, mas as dores concentram-se principalmente nas articulações. Na dengue, as dores são predominantemente musculares. Alguns sintomas da chikungunya duram em torno de duas semanas, mas as dores articulares podem permanecer por vários meses e, em virtude da persistência, a qualidade de vida do paciente é bastante afetada.

A Secretária de Saúde, Rose Silva, voltou a pedir à população que participe dessa luta junto com a Prefeitura. “As ações da campanha ‘Zero Aedes, Zero Sujeira’ não param e só com o fim do mosquito os casos diminuirão”, afirmou. No próximo dia 27, está marcado novo mutirão nas proximidades da Avenida Brasil.

Dentro da Campanha “Zero Aedes, Zero Sujeira”, iniciada em 2017, é feito trabalho conjunto entre as Secretarias para que os criadouros possam ser eliminados e, ao mesmo tempo, a limpeza nos bairros com a retirada do entulho. Dessa forma, há uma participação popular maior na luta contra as doenças causadas pelo Aedes aegypti, ou seja, a população foi ficando mais receptiva e abrindo as portas das residências para os agentes de saúde.


OUTRAS
Mogi Mirim tem 38 casos confirmados de dengue. Foram 580 notificações e 170 pacientes ainda aguardam resultado. Não há confirmações de zika vírus na cidade. A forma mais eficaz de combate às doenças continua sendo a eliminação de criadouros do mosquito transmissor. A Prefeitura instituiu em outubro passado a Sala de Situação de Arbovirose.

Sob a coordenação da Secretaria de Saúde, todas as pastas municipais e o Saae disponibilizaram servidores com o objetivo de propor ações de combate às doenças. As reuniões são realizadas sempre na 1ª sexta-feira de cada mês.

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