Dra. Lúcia cogita candidatura a deputada

Flávio Magalhães

Dizia o político mineiro Magalhães Pinto que Política é como nuvem. “Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. A atual vice-prefeita de Mogi Mirim, Dra. Lúcia Tenório (SD) pode dizer que vivenciou essa situação em seu primeiro ano na Administração Municipal.

Começou o ano passado contrariando uma grande expectativa: a de ser secretária municipal de Saúde, conforme prometido na campanha eleitoral de 2016. Havia um obstáculo jurídico no meio do caminho. Com familiares próximos trabalhando no Consórcio Intermunicipal de Saúde “08 de Abril”, ficou impossibilitada de assumir a Pasta, já que haveria conflito ético e legal.

No fim das contas, porém, acredita que foi melhor assim. “A Saúde é uma área difícil, eu não teria tempo de acompanhar os demais setores da Prefeitura como tenho hoje”, avaliou. “E para nossa sorte, temos uma secretária muito competente”, afirmou, em referência a Rose Silva.

Para 2018, um ano eleitoral, há outras expectativas. Lúcia já vislumbra uma candidatura a deputada federal. Se depender de seu atual partido, o Solidariedade, ela já tem a legenda. No entanto, outras siglas estão conversando com a vice-prefeita. Cautelosa, não revela quais são, nem confirma se deve sair do SD.

“Estou de bem com o partido”, garantiu. De fato, Lúcia já viveu momentos de maiores tensões no passado com o Solidariedade. Na eleição municipal, o diretório estadual da sigla tentou intervir na decisão local, obrigando uma coligação com o então candidato Ricardo Brandão (PMDB). No fim, prevaleceu a vontade dos correligionários mogimirianos e a aliança com Carlos Nelson Bueno (PSDB).

Mas as rusgas inevitavelmente deixaram mágoas. Se a vice-prefeita decidir abandonar o partido, não será pelo momento presente, mas pelo que viveu no passado. “Vou definir na hora exata”, garante. Essa questão, de fato, guarda semelhança com as nuvens. Hoje está de um jeito, amanhã já pode mudar.



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