Em Mogi, deputado diz que PT não tem ‘plano B’

Flávio Magalhães

O deputado federal Arlindo Chinaglia, um dos fundadores do PT e presidente da Câmara entre 2007 e 2009, visitou Mogi Mirim na noite da última terça-feira, 16, oportunidade em que explanou para militantes petistas sobre a conjuntura político-econômica atual e sobre o julgamento do ex-presidente Lula, marcado para quarta-feira, 24, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Em entrevista para A COMARCA, logo antes do evento, Chinaglia garantiu que o Partido dos Trabalhadores não tem um “plano B” caso o ex-presidente seja impedido de disputar as eleições de outubro. “Como esse julgamento tem o viés de eliminar o Lula da disputa, se o próprio PT admitir que Lula estará fora, estaremos facilitando a vida daqueles que querem tirá-lo”, afirmou.

Para ilustrar a situação do petista, Chinaglia utilizou uma frase atribuída a Carlos Lacerda sobre o presidente Getúlio Vargas. “Não pode ser candidato. Se for, não pode ganhar a eleição. Se ganhar, não pode governar. Fizeram isso com Dilma Rousseff e agora querem fazer com Lula”, avaliou.

O deputado preferiu não criar qualquer expectativa sobre o julgamento, mas admitiu que os indícios “não são bons”. “Lula já está condenado pela mídia, mas nós vamos resistir”, reforçou. “Alguém que foi presidente por oito anos e saiu com uma aprovação de 86% merece respeito, politicamente. E juridicamente, merece um julgamento justo”, finalizou.

A visita de Chinaglia a Mogi Mirim faz parte da mobilização que o Partido dos Trabalhadores tem promovido a nível nacional para o dia do julgamento de Lula. O presidente da legenda em Mogi Mirim, Ernani Gragnanello, revelou que o diretório municipal também enviará representantes para Porto Alegre, sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região na próxima quarta-feira, 24.


Chinaglia, ao centro, discutiu a conjuntura atual com militantes e simpatizantes do partido


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