Confrontos diretos são última esperança para o MMEC

Foram nove jogos disputados e apenas um ponto somado. Lanterna da Série A3 do Campeonato Paulista, o Mogi Mirim agoniza rumo à 2ª Divisão. Seria o terceiro rebaixamento seguido no estadual e o quinto da era Luiz Henrique de Oliveira. Para evitar mais um vexame, resta ainda uma esperança para o Sapo: os confrontos diretos. Dos 10 jogos que o Mogi ainda tem pela frente, sete serão contra equipes que estão na parte debaixo da tabela. Mas, será preciso fazer as contas e uma campanha de campeão para não ser degolado mais uma vez.

No início do campeonato, o ex-técnico Álvaro Gaia fez uma projeção. O time precisaria somar de 24 a 25 pontos para escapar do rebaixamento. Porém, pelo retrospecto das edições anteriores, a pontuação precisa ser um pouco maior. No ano passado, o Comercial foi o primeiro time da zona de rebaixado. Terminou o campeonato com 25 pontos. Em 2016, o São José foi o primeiro da lista com 23 pontos. Com apenas um ponto, o Mogi precisa de pelo menos mais 24 ou 25 para tentar fugir da degola.

O problema é que restam 10 rodadas, ou seja, 30 pontos em disputa. Isso significa que, para não cair, o Sapo terá que fazer uma supercampanha na segunda metade do campeonato. São pelo menos sete ou oito vitórias. Quase impossível para quem ainda não venceu. O que pode dar um pingo de esperança aos jogadores é o fato de terem sete confrontos diretos com times que também estão na briga contra o descenso.

O primeiro dessa série de confrontos já será neste domingo, 18, quando o Mogi enfrenta o Manthiqueira, às 10h. O adversário está apenas uma posição acima do Sapo, com seis pontos. O problema acaba sendo o local da partida. Ainda sem poder atuar em sua casa – o Vail Chaves segue interditado – o Mogi seguirá jogando no estádio Chico Vieira, em Itapira.  Serão pelo menos mais quatro jogos na cidade vizinha: depois do Manthiqueira, vem Barretos (dia 21), Matonense (dia 28) e União Barbarense (dia 7 de março).

Além das dificuldades extracampo, o Mogi também precisa lidar com seus problemas internos. Gaia deixou o clube para cuidar da saúde. José Carlos Serrão chegou e já foi. Comandou a equipe em apenas dois jogos. Foram duas derrotas e a despedida. Aceitou a oferta para dirigir o Sertãozinho, que disputa a Série A2.  O preparador físico José Carlos Barbosa, o Zeca, também deixou o clube mogimiriano para trabalhar no time do interior.

 “Tenho um carinho muito grande pelo Mogi Mirim. Tive muitas glórias lá. Vou torcer para o clube sair dessa situação. Mas a proposta do presidente do Sertãozinho foi irrecusável”, disse Serrão. Para comandar a equipe, a diretoria encontrou uma solução caseira. O auxiliar técnico Cláudio Lopes, o Todinho, será o novo treinador até o fim da competição.

Para o novo comandante do time mogimiriano, a situação é complicada e delicada, mas apenas com a união de todos é que o Mogi Mirim poderá se livrar deste momento ruim. “Não podemos neste momento ficar procurando ou apontando culpados. Precisamos de união entre comissão técnica, jogadores, diretoria e de todos os envolvidos com o clube. Só assim as coisas irão começar a acontecer”, destacou.

Para o lugar do preparador físico Zeca, a diretoria anunciou a contratação de Rodrigo Maranho. O profissional já teve experiências no time do BrasIlis e do Amparo. “Chego para somar e ajudar o Todinho nesta tarefa árdua, mas que tenho certeza que teremos êxito. Agora, precisamos fazer uma campanha de campeão para sair desta situação. Mas acredito que será possível”, comenta Maranho.

“Precisamos corrigir tudo o que temos para corrigir. Não podemos nos dar mais o luxo de perder pontos. Vamos passar confiança para os atletas para que o resultado final seja o esperado: a vitória”, adiantou. Sem novas opções, Todinho deverá manter a equipe que vinha jogando com Serrão.

Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top