Cortella atrai mais de 1,2 mil em palestra

Mais de 1,2 mil pessoas prestigiaram a palestra do filósofo e professor universitário, Mario Sergio Cortella, que aconteceu na noite de quarta-feira, 7, no Clube Mogiano. Com o tema “Da oportunidade ao êxito: Mudar é complicado? Acomodar é perecer!”, Cortella falou durante quase uma hora e meia, abordando aspectos como motivação, inspiração e mudança de vida. Com seu sotaque peculiar, arrancou aplausos e muitas gargalhadas do público que lotou as dependências do salão social.

Antes de se apresentar ao público, Cortella concedeu entrevista coletiva. Destacou a necessidade da pessoa em se tornar um ser otimista e não condiciona o pessimismo ao momento atual do país. “A crise política e econômica não é a mais exuberante. Antes, vivemos e enfrentamos crises mais graves. E elas sempre vinham separadas. Desta vez, vieram juntas. Mas, a novidade é que a população dá sinais de uma democracia mais estruturada. Essa é uma tarefa, não um desejo. Vai atrás”, destacou.

Para Cortella, não é fácil ser otimista. “O pessimista como acha que não vai mudar nada, não quer fazer nada, não quer ter responsabilidade. O otimista levanta, se organiza, busca ser digna a existência humana. Na sua visão, não precisa ir muito longe para tentar ser otimista na atual realidade.

“O que me motiva e motiva o outro que está aqui neste clube? Basta levantar e olhar à sua volta. Mais de mil pessoas vieram refletir. sinal de inteligência, porque querem refletir, pensar, debater. Mas, o que leva essas mil pessoas a sair de casa? Todos estão voltados para algo. Não sou só eu que quero melhorar”, apontou.

Cortella também abordou um assunto muito em voga no país e no mundo: a intolerância, seja ela racial, religiosa e sexual, ou mesmo de situações ocasionais do dia-dia.  Falando especificamente do Brasil, acredita que a intolerância está presente porque as pessoas ainda não estão habituadas ao debate. “A democracia ainda é muito nova, as pessoas estão se ajustando”, comentou.

O professor apontou ainda que o nível de irritação da população não está ligada à presença da intolerância, mas, de onde se expressar. “Há 30 anos, as pessoas que se sentiam indignadas com governo, com a imprensa, falavam no café do bar. Hoje, tem o mundo digital para manifestar essa indignação. Mas, ao invés do olho no olho, a pessoa prefere ser intolerante anônimo, escondido, acovardado, o que acaba sendo fácil mostrar que é valente”, destacou.

Considerado como o último ato de sua gestão à frente da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim, o presidente Sidney Coser era pura alegria. “Tive a honra de abrir esta palestra. Quando contratei este monstro da comunicação, minha diretoria quase desmaiou. Pois bem, este aí, deu lucro, o dobro do custo. Vivemos hoje uma ocasião memorável e enriquecedora", comentou.

O mandato de Coser termina no dia 31 de março. Mas, ele deixará mais uma grande oportunidade para o público de Mogi Mirim e região. O presidente da Acimm acertou para o dia 9 de abril, a vinda do também professor e filósofo Leandro Karnal.

(Foto: Flávio Magalhães / A COMARCA)

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