Mogi joga para evitar vexame histórico

O Mogi Mirim vem acumulando vexame atrás de vexame nos últimos anos. No ano passado, pela primeira vez na história, deixou de jogar uma partida oficial. O WO contra o Ypiranga pela Série C do Campeonato Brasileiro repercutiu em todo o Brasil. Agora, o Sapo vive assombrado com o risco de terminar a Série A3 do Campeonato Paulista sem ter vencido nenhuma partida. Até agora, são dois empates e nove derrotas em 11 jogos disputados. Seria mais um vexame histórico manchando a imagem e o nome do clube.

Embora impossível, é raro uma equipe terminar um campeonato sem ter vencido um jogo sequer. Na Série A3, dois times conseguiram essa façanha nas últimas 10 temporadas. Em 2009, o União Futebol Clube somou apenas um ponto naquele ano. Perdeu 18 jogos. Em 2016, a situação do Grêmio Barueri foi ainda pior. Saiu derrotado nas 19 vezes em que entrou em campo, ou seja, não somou um ponto sequer.

Para não fazer parte da história negativa da Série A3, o Mogi Mirim busca pelo menos uma vitória na partida deste domingo, 25, quando enfrenta o Monte Azul, às 10h, no estádio Otacília Patrícia Arroyo, em Monte Azul Paulista. Mesmo que o resultado não salve a equipe do provável rebaixamento para a 2ª Divisão.

Na lanterna, com apenas dois pontos, a equipe está a 12 pontos do Grêmio Osasco, 14º colocado e primeiro fora do Z6. Faltando oito rodadas para o término desta fase, são 24 pontos em disputa. E as contas são de que são precisos de 25 a 26 pontos para fugir da degola. Isso significa que o Mogi vai ter de vencer todos os sonhos se quiser sonhar com a permanência na Série A3.

Mais do que os resultados negativos, o clube enfrenta uma série de problemas internos. O técnico José Carlos Serrão chegou como salvador da pátria e depois de dois jogos, foi embora. O volante Magal também já se foi. Para pior, o seu principal goleador também se desligou. Robinho, com seis gols, é o vice artilheiro da competição. Problemas e mais problemas para o técnico Todinho administrar.

SÓ UM PONTO
O Mogi voltou a jogar duas vezes seguidos como mandante e conquistou apenas um ponto. Foi no empate em 1 a 1 com o Manthiqueira no último domingo, 18. Jogando mais uma vez  no estádio Coronel Francisco Vieira, em Itapira – o Vail Chaves segue interditado – a equipe saiu na frente, mas, não aguentou a pressão adversária e cedeu o empate.

Desde o início, o Mogi ditou o ritmo da partida, chegando ao ataque em jogadas rápidas no meio-campo. Porém, encontrava o Manthiqueira bem postado, pronto para encaixar um contra-ataque e abrir o placar. Tanto que o primeiro gol do jogo só foi acontecer aos 45 minutos, quando Americano colocou o Sapão em vantagem. Após uma bela jogada pelo lado esquerdo do campo, Gaúcho cruzou na área e o atacante cabeceou firme para o fundo das redes.

Na volta do intervalo, o Manthiqueira foi para cima e não demorou para empatar. Logo aos cinco minutos, Nicolas roubou a bola no meio-campo e lançou para Lucas Boneca, que foi avançando e bateu firme na saída do goleiro Hotton para deixar tudo igual no placar. Nos minutos finais, ambas as equipes foram para o tudo ou nada em busca do desempate, mas sem sucesso.

Na quarta-feira, 21, o Mogi recebeu o Barretos em Itapira. O Sapo até que começou o jogo buscando mais o ataque e com mais posse de bola, mas não conseguiu ser contundente. O Barretos cresceu na partida e foi mais objetivo. Aos 20 minutos, o Touro teve chance de abrir o placar quando André saiu na cara do gol. O atacante Barcos não acompanhou a jogada para pegar o rebote.

Aos 28 minutos, o Barretos marcou com Hugo, que recebeu de Gabriel Inocêncio, caminhou sozinho e viu o goleiro adiantado, fuzilando para marcar um belo gol para o Touro do Vale.

Na etapa final, o Barretos não teve grandes sustos proporcionados pelo Mogi e conseguiu manter a vantagem sem maiores problemas. O time visitante ainda teve algumas chances de ampliar o placar, mas pecou na hora de finalizar a jogada. Enquanto o Sapão da Mogiana não conseguia furar o bloqueio rival.

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