Reajuste depende de aumento da arrecadação, diz CNB

Flávio Magalhães

Questionado pela reportagem de A COMARCA sobre a possibilidade de reajuste para o Funcionalismo, o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) preferiu não revelar uma posição concreta. Em resposta, o tucano afirmou que a categoria terá aumento de salário somente se a receita da Prefeitura apresentar crescimento.

“Preciso me reunir com o Roberto [de Oliveira Júnior, secretário municipal de Finanças] para me atualizar dos números”, disse Carlos Nelson. O chefe do Executivo explicou que a Prefeitura ainda esbarra na questão do limite prudencial (o teto de gastos com a folha de pagamento do Funcionalismo) e que apenas um crescimento consistente e constante da arrecadação possibilitará o reajuste.

Antes de falar com a imprensa, Carlos Nelson se reuniu com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm), Sidney Coser, na sede da entidade. Na ocasião, também lamentou a situação financeira do município. “Quem mais precisa de filantropia em Mogi Mirim, hoje, é a Prefeitura”, disparou durante o encontro. O prefeito informou que a dívida ativa de Mogi Mirim atualmente gira em torno de R$ 150 milhões.

O assunto surgiu após Coser sugerir que a arrecadação da zona azul fosse destinada às entidades assistenciais locais, ideia rejeitada por Carlos Nelson, justificando que o lucro do estacionamento rotativo é consideravelmente baixo. Em seguida, o prefeito afirmou que a Administração Municipal sempre ajudou o Terceiro Setor em Mogi Mirim, especialmente a Santa Casa.

“Muitas entidades estão com seu patrimônio consolidado, com instalações de primeiro mundo”, destacou, dando o ICA como exemplo. “Já a Prefeitura não tem prédio próprio, a Câmara está caindo aos pedaços, não há um Centro Cultural, a cidade não tem nada, está perdendo até o Mogi Mirim Esporte Clube”, avaliou.



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