Barroz Munhoz deixa o PSDB após 15 anos

A união entre o deputado estadual Barros Munhoz e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) termina na próxima terça-feira, 3. O dia marca a saída de Totonho da legenda após quase 15 anos. Ele fará a entrega do comando da liderança do governador Geraldo Alckmin (PSDB) na Assembleia Legislativa (Alesp), para, no dia seguinte, ingressar no Partido Socialista Brasileiro (PSB), do atual vice-governador Márcio França.

“Para muitos, vai parecer uma loucura após tantos anos de trabalho e batalhas dentro do PSDB sair assim, às vésperas de uma eleição. Mas sempre me norteei pelo compromisso em honrar minha palavra e acordos. Saio devido a uma circunstância política apenas, nada além disso”, pontuou o parlamentar.

O que levou Munhoz a tomar tal decisão foi a eminente candidatura do atual prefeito de São Paulo, João Dória, ao governo do estado. Pupilo de Alckmin, Dória está na chefia do Executivo da capital paulista há apenas um ano e quatro meses.

“Não tenho nada contra o Dória, pelo contrário, sei que é um homem inteligente e trabalhador, mas tenho convicção que não era a hora de deixar a prefeitura e rasgar os compromissos assumidos com o povo paulistano”, disse.

Munhoz foi um dos primeiros políticos a defender e encabeçar a pré-candidatura do então empresário e apresentador de TV João Dória à prefeitura da maior cidade do Brasil. Na época, o deputado bateu de frente com caciques do PSDB, como o ex-governador e ex-ministro José Serra.

“Desde que resolvi lutar com o Dória, primeiro nas prévias do PSDB e depois como candidato, o acompanhei em dezenas de reuniões e ele sempre deixou claro o compromisso de cumprir seu mandato até o final, de honrar cada voto que teve com muito trabalho, por isso não concordo com essa decisão dele de abandonar tudo assim tão rápido”, disparou Munhoz.

Munhoz ao lado do vice-governador Márcio França

SAÍDA
Sobre sua saída da legenda, Munhoz foi categórico em afirmar várias vezes que não deixa inimigos. “Serei eternamente grato a todos do PSDB. Fui bem recebido e aqui escrevi capítulos importantes de minha história política e pessoal. Foi aqui que tive o privilégio de ser três vezes líder do governo, fato inédito na Alesp, e duas vezes seguidas presidente da Assembleia Legislativa, outro fato inédito nesta Casa. Por isso e por tantas outras coisas, só posso agradecer a todos que estiveram sempre ao meu lado dentro do PSDB”.

O deputado frisou também que conversou com o governador Alckmin, com o próprio João Dória e seus assessores diretos. “Se alguém acha que estamos rachando, brigando, pode ter certeza que é exatamente ao contrário. Como já disse, saio apenas devido a circunstâncias políticas”, destacou.

PSB
Munhoz deixa o PSDB na terça, 3, se filiando ao PSB no dia seguinte, em solenidade na Alesp. O partido do atual vice e futuro governador Márcio França deve receber outros nomes de peso também.

O deputado itapirense fez questão de cravar que a futura candidatura de França vai surpreender muita gente dos meios políticos e levar o socialista a quatro anos à frente do Palácio dos Bandeirantes – ele vai assumir no lugar de Alckmin e terá oito meses no comando do estado.

“Tenho certeza absoluta que a candidatura do Márcio França vai ganhar corpo dia a dia, ainda mais após ele assumir o comando do estado. Por onde passou sempre deixou marcas positivas, sempre foi um grande líder político, e agora não será diferente, podem apostar”, asseverou.

Questionado sobre sua posição em relação à candidatura de Geraldo Alckmin a presidência da República, Munhoz se mostrou confiante: “não resta dúvida que o brasileiro se cansou de ficar nas mãos de bandidos, de pessoas que fazem da política a arte de enriquecer, de se apoderar do que é do povo. Tanto eu, quanto o futuro governador Márcio França estaremos ao lado de Geraldo Alckmin na luta rumo à presidência”. Munhoz disse ainda que está liberado para apoiar a candidatura de Aloysio Nunes ao Senado.

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