Imagem de São José deve ser restaurada

A imagem de São José, localizada no alto da Igreja Matriz que leva o nome do padroeiro de Mogi Mirim, está em vias de ser restaurada. Confeccionada entre os anos de 1939 e 1940, ela apresenta uma série de problemas que precisa ser reparada para garantir durabilidade. Gestões junto ao governo italiano, através do senador Fausto Longo, têm sido feitas pelo representante consular da Itália, Sebastião Zoli Júnior, para liberação de recursos.

A empresa Alp.2 tem realizado o restauro de uma série de igrejas e monumentos na região e deve atuar na recuperação da imagem. Segundo Valter Borin, proprietário da empresa especializada, a obra requer muito cuidado em condições de trabalho extremas, já que para recuperá-la em cimento natural, será preciso que dois profissionais trabalhem presos a cordas. Por isso são conhecidos como alpinistas de patrimônio.

“Olhando do chão parece ser uma imagem sólida e reforçada, mas após uma ressonância vimos que se trata de perfil de cimento e isso requer muito cuidado durante a fase de preparação do santo”, disse. A empresa de Borin é a mesma que restaurou a torre sineira da igreja do Carmo e a fachada da igreja de São Benedito.

A estátua do padroeiro possui pouco mais de três metros e foi confeccionada em três partes de cimento natural. Num primeiro levantamento efetuado pela Alp.2 constatou-se a necessidade de recuperar os dedos de uma das mãos que foram quebrados, a barba e o cajado que será colocado novamente.

O primeiro passo, segundo Borin, será a hidrolavagem, o que requer muito cuidado para não danificar ainda mais a peça. O trabalho desenvolvido pela empresa do mogimiriano tem o respaldo de Marcos Tognon, professor da Unicamp, que auxilia na recuperação desse tipo de arte com fidelidade.

Além de um socorrista, um técnico em segurança e um bombeiro civil, a equipe da Alp.2 reúne profissionais versáteis que atuam em diversas áreas. O restauro da imagem de São José deve durar uma semana. Após todos os consertos, um impermeabilizando deverá ser aplicado para que a estrutura aguente pelo menos mais 50 anos.


MONUMENTOS
A existência de diversos monumentos em condições precárias nas praças da região central fez com que a empresa visitasse cada um deles. A situação é lamentável, conforme apontou o dono da empresa. Para ele, algo deveria ser feito para preservar a história e aqueles ícones. Quanto mais tempo se demora para restaurar, mais caro será. (com informações de Nelson Victal do Prado Júnior)

Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top