Assassinos de jovem desaparecido são presos após confissão

O mistério que cercava o desaparecimento do jovem Robert Luan Augusto, de 17 anos, morador do Terras Mogi, Zona Leste, desde 19 de fevereiro, chegou ao fim nesta semana após uma investigação realizada pela Polícia Civil. 

Depoimentos e levantamentos de informações realizados pelos investigadores apontaram que o jovem foi assassinado com requintes de crueldade por Elisangela Regina Cordeiro, de 43 anos, e Lucas Romano de Favery, o Magrão, 23 anos, horas depois de ter deixado sua residência na madrugada em que desapareceu.

Com o cruzamento de depoimentos prestados por familiares e amigos da vítima, investigadores acabaram chegando em Elisangela e Lucas. A Justiça expediu os mandados de prisões temporárias no último dia 16.

O casal foi capturado na Rua João Miguel Finhane, no bairro Jardim Elite, zona Leste, na madrugada do sábado, 24, pelos guardas municipais Marcio e Thiago. Contra Elisangela já pesava um mandado e condenação por tráfico de drogas.

No decorrer da semana, o casal foi ouvido pela Polícia Civil e acabou confessando o crime em detalhes. Foi apurado pela reportagem de A COMARCA que Robert e Lucas foram flagrados por Elisangela durante uma relação amorosa, despertando nela o ódio, já que estaria sendo traída por seu companheiro.

O casal teria matado o jovem e depois ateado fogo em seu corpo na tentativa de não deixar vestígios. No entanto, no dia 24 de fevereiro, amigos de Robert que o procuravam acabaram encontrando no Núcleo Integrado de Atividades Sociais (Nias), na zona Leste, um corpo carbonizado.

O cadáver, que aparentava ter sido queimado e esquartejado, foi retirado e encaminhado ao IML para exames. A mãe do jovem desaparecido realizou há poucos dias o exame de DNA, mas o resultado só sai em 4 meses. Somente após este período, mesmo com a confissão dos assassinos, é que familiares poderão sepultar Robert.

O delegado João Luís Rissato, responsável pelo inquérito policial, informou que o crime está sendo apurado como homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O delegado Paulo Agostinette, titular de Mogi Mirim, informou que em um mês este é o segundo crime de homicídio esclarecido pela Polícia Civil e que resultou nas prisões dos autores.

Após os depoimentos dos criminosos, os policiais chegaram à Maycon César Pereira Ramos, de 24 anos. Ele teria comprado de “Magrão” o aparelho celular da vítima, pagando por este R$ 150,00.

Com esta informação, a Polícia Civil solicitou mandando de busca e apreensão na residência de Maycon, na Vila Dias. E na última quinta-feira, ele foi detido e autuado em flagrante por receptação. Após pagar a fiança no valor de R$ 2.000, ele foi posto em liberdade.



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