Começa a troca de hidrômetros pela cidade

Flávio Magalhães

Teve início na semana passada a troca de hidrômetros anunciada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae). Segundo o presidente da autarquia, Rodrigo Sernaglia, foram expedidas 240 ordens de serviços nos primeiros quatro dias de trabalho, sendo que 150 delas foram bem-sucedidas. Nas outras 90, não havia ninguém na residência para autorizar a entrada dos funcionários.

As informações foram prestadas por Sernaglia aos vereadores da Câmara Municipal, durante sessão na última segunda-feira, 23. O presidente do Saae compareceu atendendo a um convite do vereador Tiago Costa (PMDB) e reafirmou a necessidade da troca dos equipamentos. “É quase seguro afirmar que os hidrômetros antigos não têm mais condições de aferir o consumo real, pois medem a menos”, explicou.

Para este ano, o Saae espera trocar até 18 mil hidrômetros. São aqueles que possuem seis anos de fabricação ou mais. O valor unitário de cada substituição é de R$ 62. Os custos da prestação dos serviços e da mão de obra serão bancados integralmente pela própria autarquia. Os trabalhos serão realizados por empresa terceirizada, e seus operários estarão devidamente uniformizados e identificados durante a execução.

Em casos de fraude constatada, isto é, hidrômetros que registram propositadamente menos consumo do que o real, a conta ficará para o consumidor. E ainda há a possibilidade de multa de aproximadamente R$ 1 mil. Os consumidores que recusarem a substituição do hidrômetro, segundo o regulamento vigente, estão sujeitos ao corte no abastecimento de água após trinta dias, quando devidamente notificados. A regularização no abastecimento, nesses casos, será realizada somente com a substituição do equipamento.

A empresa LAO Indústria Ltda é a responsável pelo fornecimento de 18 mil medidores, ao custo total de quase R$ 770 mil. Já a Enorsul Serviços em Saneamento Ltda fará toda a execução dos trabalhos, ao custo total de aproximadamente R$ 350 mil. Até o fim do ano que vem, a expectativa do Saae é trocar 34 mil dos 36 mil hidrômetros existentes em Mogi Mirim e considerados defasados.

Sernaglia garante que esse serviço não vai onerar os cofres do Saae, pois ambas as empresas foram contratadas por ata de registro de preços. Isso significa que a autarquia paga pelo serviço à medida que ele é prestado. Por isso, caso haja condições financeiras futuramente, a troca de hidrômetros pode ser suspensa sem prejuízos para a Administração Municipal.

O presidente do Saae explicou ainda que o impacto na conta de água não será semelhante ao que ocorreu em 2010. Naquela época, como os equipamentos eram muito antigos, os novos conseguiam registrar um consumo muito mais preciso e maior. Desta vez, a idade média dos medidores a serem substituídos é menor, bem como sua defasagem em relação aos atuais.



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