Na Série D, Mogi tenta mudar retrospecto

Nos últimos anos, cada campeonato disputado pelo Mogi Mirim tem sido um martírio.  Começa com a esperança de uma boa campanha renovada e termina como um pesadelo. Nas últimas seis competições, entre estadual e nacional, o Sapo amargou cinco rebaixamentos, sendo os três recentes de maneira consecutiva. Amanhã, o clube inicia uma nova caminhada. Estreia no Campeonato Brasileiro da Série D com um único pensamento: mudar o retrospecto negativo das temporadas passadas.

Desde 2015, quando Luiz Henrique de Oliveira assumiu a presidência do clube em substituição ao ex-jogador Rivaldo, o Mogi sofre com os rebaixamentos. Naquele mesmo ano, a equipe caiu da Série B para a Série C do Brasileiro. No ano seguinte, mais um rebaixamento:  da Série A1 para a A2 do Paulista. O Brasileiro da Série C daquele ano foi o único nesse período que não terminou com o Mogi rebaixado.

Porém, 2017 é para ser esquecido. Primeiro, o clube desceu mais um degrau no estadual, indo da A2 para a A3. Depois, foi degolado no Brasileiro da Série C, com direito a um inédito WO por atraso no pagamento de salários. O ano de 2018 começou com a promessa de dias melhores. Reeleito, Luiz Henrique repassou a gestão do futebol para o empresário Márcio Granada e para o ex-jogador Alessandro Botijão.

Porém, com o estádio Vail Chaves interditado desde outubro do ano passado, o clube mandou seus jogos como mandante da A3 do Campeonato Paulista para Itapira. Último colocado, com apenas uma vitória em 19 jogos, o Mogi foi rebaixado pela primeira vez na história para a 2ª Divisão. 

Agora, começa mais uma capitulo da história mogimiriana. O primeiro jogo pela Série D será contra o Prudentópolis, às 15h, no Estádio “Newton Agibert”, em Prudentopolis-PR, Será a primeira participação do Sapo na Quarta Divisão do Nacional. O jogo é válido pelo Grupo 17, que ainda tem São José/RS e Brusque/SC.

Assim como no paulista deste ano, a preparação começou tarde. O elenco para o nacional se apresentou apenas no dia 9 de abril. E com um detalhe: apenas o goleiro Hotton, o zagueiro Eder Baiano e o volante Diogo Justino são remanescentes do grupo que fracassou no estadual. Reforços chegaram, como o zagueiro Guilherme (ex-São Bento), o volante Tiago Bagagem (ex-América-PE) e o atacante Wagner (ex-Náutico).

Até o fechamento desta edição, na tarde de ontem, nenhum dos novos reforços havia sido publicado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. A assessoria de imprensa do clube também não informou quantos jogadores foram relacionados para o jogo no Paraná.

ÁGUAS DE LINDÓIA
O Mogi Mirim sequer estreou na Série D do Campeonato Brasileiro, mas já está de olho na segunda rodada, quando jogará pela primeira vez como mandante. Como o Vail Chaves segue interditado, o Sapo definiu o Estádio Leonardo Barbieri, em Águas de Lindoia, como a casa do time na disputa do nacional.
A novidade foi confirmada pela diretoria do clube, mas ainda é necessário que a CBF altere a tabela oficial para que a estreia na nova casa ocorra no próximo domingo, 29, às 16h, contra o São José-RS.

Para que o estádio Vail Chaves seja liberado, faltam três dos cinco laudos exigidos: Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, prevenção e combate de incêndio e segurança. Via assessoria de imprensa, o Mogi afirma que realiza obras no local para que consiga a liberação para partidas, mas não coloca prazos para que a situação se normalize.



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