Romarias e cavalgadas devem ser regulamentadas

Ocorreu na última quinta-feira, 5, uma audiência pública para discutir a realização e regulamentação de romarias e cavalgadas em Mogi Mirim. A iniciativa foi do vereador Manoel Palomino (PPS) e reuniu autoridades municipais locais e de municípios vizinhos, além de representantes do segmento de meio ambiente e proteção aos direitos dos animais.

Palomino lembrou que as romarias não são mais realizadas em Mogi Mirim desde que a Paróquia Santa Cruz abriu mão da organização do evento, em 2014. De lá para cá ocorreram apenas cavalgadas independentes. Relatou também que entre os principais objetivos da audiência pública estava a proibição dos maus tratos a animais, comum nesse ambiente, tomando como exemplo a morte de um cavalo por exaustão no último 12 de outubro.

Além dos maus tratos aos animais, como também, por exemplo, nos casos em que os cavalos ficam amarrados sob o sol sem água ou comida, o vereador lembrou dos transtornos trazidos à comunidade relacionados a sujeira, música alta, confusão generalizada e outros causados pelo consumo excessivo de álcool. “O que não podemos continuar é deixar o evento ocorrer sem uma fiscalização capaz de proteger e garantir os direitos dos animais”, afirmou.

Por outro lado, declarou também que muitos que participam da romaria, ou até de cavalgadas, têm seus cavalos como “entes da família”, e que, por isso, uma regulamentação não os afetaria, visto que o problema ocorre com aquele que desrespeita o animal. “É a pessoa que queremos que seja punido, ou melhor, que seja proibido de participar deste tipo de evento”, resumiu.

Nesse sentido, houve a manifestação de vários participantes do Clube de Cavalos e de Romeiros que por anos participaram das Romarias na cidade, que relataram o amor que possuem pelos animais e a importância cultural e religioso que possui as romarias. Assim, houve um consenso pela necessidade da regulamentação desse tipo de evento.

O vereador Orivaldo Magalhães (PSD), por exemplo, citou os inúmeros cavalos sem condições físicas de suportar longos trajetos e que essa regulamentação seria de extrema importância. Renata Simoso, representando o Clube de Cavalos, afirmou que todos concordam com uma regulamentação, como mudança de horário do evento, trajetos menores, locais para colocação de água e feno, dentre outros pontos.

Dessa forma, após as discussões, os presentes decidiram pela formação de uma comissão para elaboração da lei que regulamentará a realização de cavalgadas no município, a fim de garantir a continuidade dos eventos sem maus tratos aos animais, sem baderna e em condições das famílias mogimirianas se fazerem presentes para acompanhar os desfiles dos cavalos.

Marcaram presença na audiência ainda o chefe da Patrulha Ambiental de Itapira Rogério Oliveira, o fiscal ambiental sanitário de Mogi Guaçu Cleofas Viana, os vereadores Jorge Setoguchi (PSD), Geraldo Bertanha (SD), Robertinho Tavares (PEN), e Marcos Gaúcho (PSB), os secretários de Meio Ambiente Ivair Biazoto, Segurança Pública José Luiz da Silva, Agricultura Valdir Biazotto, o ouvidor municipal Edson Pessiquelli, representantes do Conselho de Bem Estar Animal, protetores independentes e Ongs, veterinários, e membros do Sindicato Rural, Cedoch e do Comtur, entre outros interessados.



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