Combate ao furto de energia identifica 18 pontos irregulares

Uma operação de combate ao furto de energia realizada em Mogi Mirim e em Mogi Guaçu por equipes da Polícia Civil e funcionários da Elektro, identificou irregularidades em 18 dos 21 locais vistoriados, entre residências, comércio e indústria. Ao todo, nas duas cidades, foram abertos 13 inquéritos policiais. Seis pessoas foram autuadas em flagrante pela prática de crime de furto de energia elétrica e colocadas em liberdade após o pagamento da fiança.

Além das inspeções em campo, as equipes trabalharam com o cruzamento de dados de consumo e inteligência analítica que permitiram identificar as fraudes. “A Elektro está prestando todo auxilio à Polícia Civil para a realização das operações”, afirma Talles Silva, Gestor de Perdas da Elektro.

Vinte e dois policiais civil participaram da operação, fazendo uso de onze viaturas, além de 18 eletricistas das Elektro, em nove veículos da concessionaria. Uma equipe de peritos de Mogi Guaçu também participou da ação.

A Polícia Civil registrou 13 boletins de ocorrência e, os seis presos, proprietários de imóveis onde foram constatados furto de energia, foram liberados mediante pagamento de fiança. Os valores das fianças variaram de R$ 1.000 a R$ 20.000, de acordo com a capacidade econômica de cada preso.

Considera-se furto de energia quando há uma ligação direta na rede elétrica sem o conhecimento e autorização da concessionária de energia. São os conhecidos “gatos”. Já a fraude ocorre quando o cliente rompe os lacres da sua medição e manipula o consumo no medidor de energia com o objetivo de reduzi-lo. Ambos são crimes previstos no Código Penal.

Também são cobrados os valores retroativos referentes ao período fraudado, acrescidos de multa. Quando a fraude ou o furto são descobertos, o responsável pode ter o seu fornecimento de energia suspenso.

Dados do primeiro trimestre de 2018 mostram o aumento no caso de furtos de energia nos dois municípios na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Elektro, em Mogi Mirim foi identificado aumento de 500% nos furtos (de 6 para 36), enquanto que em Mogi Guaçu, o salto foi de 90% (de 10 para 19).

As perdas contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores. O valor da energia furtada e os custos para identificar e coibir as irregularidades são levados em consideração pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para estabelecer o quanto a energia custa para cada área de concessão.

Além do impacto na conta de luz, os furtos e fraudes de energia pioram a qualidade do serviço prestado, prejudicando todos os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível a interrupções no fornecimento de energia.

“A punição e a regularização dessas situações não apenas traz cidadania para essa parcela da população, como também beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade”, conclui Talles Silva.

Para reduzir os riscos e o furto de energia, a Elektro mantem um programa constante de inspeções. A empresa tem canais de denúncia para casos de fraudes e furtos, por meio dos quais é possível passar as informações anonimamente, como o 0800 701 0102 ou pelo site.

SEGURANÇA
Quem faz ligações clandestinas ou, como são chamados popularmente, “gatos”, corre o risco de sofrer acidentes graves, muitas vezes fatais, pois envolve a manipulação de circuitos energizados. Um técnico da Elektro recebe horas treinamentos específicos antes de atuar na rede elétrica.

Há também o risco de causar um curto-circuito que atinja a rede, podendo provocar o desligamento e a queima de equipamentos e eletrodomésticos da residência e da vizinhança.

A Elektro orienta que todos podem reduzir o valor da conta de luz mensal usando a energia elétrica de modo eficiente e evitando desperdícios, principalmente, na utilização de aparelhos, tais como chuveiros, ferros de passar roupas, condicionadores de ar, aquecedores e secadores, entre outros.



Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top