Chuva ameniza pior estiagem dos últimos 55 anos

Flávio Magalhães

A chuva desta terça-feira, 31, foi uma trégua para Mogi Mirim. A cidade vem enfrentando a pior estiagem já registrada em sua história recente. Nos últimos 120 dias (não considerando a chuva de hoje) o índice pluviométrico não ultrapassou sequer os 25 mm, ou seja, a precipitação dos últimos quatro meses não chega a 25 litros por metro quadrado.

Nesse período de seca que abrange os meses de abril, maio, junho e julho choveu em apenas 14 oportunidades, sendo que em alguns dias a quantidade de chuva foi quase insignificante. E neste mês de julho choveu apenas nesta terça.

Desde 1964, ano em que o Horto Florestal começou a arquivar os índices pluviométricos, por iniciativa do então diretor Demétrio Vasco Toledo, jamais choveu tão pouco no primeiro semestre do ano. Os números são alarmantes. A média de chuva para o mês de junho é de 45 mm. Neste ano choveu ao longo do mês apenas 4,6 mm, isto é, praticamente dez vezes a menos.

Foram 389,4 mm registrados de janeiro a junho de 1969, o que já é pouco, aproximadamente metade da média histórica. Em 2018, porém, choveu apenas 355,1 mm, segundo dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), cuja estação foi gravemente danificada no último dia 9, devido a um incêndio provocado por uma queimada.

A última chuva forte foi em 18 de maio, com 12,2 mm interrompendo uma estiagem que já vinha desde o final de março. A chuva desta terça, prevista pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) dá fim a uma série de aproximadamente 40 dias sem chuva, mas que pouco ameniza o quadro geral por enquanto.

QUEIMADAS
Com o tempo seco, tem sido frequente o registro de queimadas em Mogi Mirim. Informações da Secretaria Municipal de Segurança Pública dão conta que os bombeiros já contabilizam mais de 400 ocorrências com focos de incêndio apenas em 2018. Os principais causadores do fogo são bitucas de cigarro, fósforos jogados ainda acessos e fogo provocado de forma intencional para queimar o mato.

Estiagem de 2018 é a pior de que se tem notícia em Mogi Mirim



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