Alunos brilham em prova na Tailândia

Cinco alunos do Colégio Objetivo conquistaram uma medalha cada um no ‘Ásia International Mathematical Olympiad (AIMO) ’, a Olimpíada Internacional de Matemática, que aconteceu no período de 1 a 7 de agosto, na Tailândia. A competição reuniu 1,5 mil estudantes de 16 países. Os medalhistas foram os únicos representantes da escola, que possui unidades em Mogi Mirim e em Mogi Guaçu.

A participação da escola na olimpíada na Tailândia foi possível pelo desempenho de seus alunos em 2017 na Matemática Sem Fronteiras, a versão brasileira da maior olimpíada de matemática interclasses do mundo, criada na França em 1990. “Como conquistamos um número significado de medalhas na Matemática Sem Fronteiras, fomos credenciados a participar dessa competição internacional”, disse Gilson Rafael Ferreira, diretor das unidades do colégio na microrregião.

O problema é que o Objetivo somente foi avisado dessa oportunidade apenas um mês antes da olimpíada. “Tivemos que, num curto espaço de tempo, escolher os alunos que iriam nos representar. Escolhemos aqueles que julgamos terem mais condições de trazer uma medalha”, acrescentou Gilson.

Pela regra da olimpíada, o Objetivo poderia participar com um grupo de 3 a 15 alunos, que cursam a partir do sexto ano. E dos convites feitos, cinco estudantes aceitaram o desafio. E deles, apenas um do ensino fundamental: Bruno Nieri Nunes, 13, morador em Mogi Mirim e aluno do oitavo ano.

Os demais são todos do ensino médio: Ana Beatriz Tuguimoto Garcia, 16, de Mogi Mirim, aluna do segundo ano; e Ana Lívia Silva, 16; Julia Silva Accioli, 17; e Laura de Godoi Veiga, 17, todas de Mogi Guaçu e estudantes do terceiro ano. O quinteto formou o Olympic Team do Colégio Objetivo.

Os indicados aceitaram o convite pela oportunidade diferente de participar de uma olimpíada de matemática no exterior, além da chance de conhecer uma outra cultura. “De imediato, assusta. Ir para um lugar longe, sem a presença da família. Mas, depois que meus pais me incentivaram a ir, fiquei mais segura e motivada”, contou Laura.

Do momento da inscrição até o embarque para o país asiático, o grupo passou por um reforço extra no aprendizado de matemática. Foram aulas específicas para a olimpíada. Como aulas de inglês. “O tempo de preparação foi curto, mas, ajudou bastante”, ressaltou Ana Lívia. Na Tailândia, no dia que antecedeu a prova, os próprios alunos estudaram entre eles.
 
Os alunos viajaram para a Tailândia acompanhados do diretor Gilson e de Sueli Ferreira e Claudia Silva no apoio. A prova foi aplicada no sábado, 4, em Bangcoc, capital tailandesa. Foram 30 questões para serem resolvidas num prazo de duas horas. Cada aluno fez a prova de acordo com seu nível de escolaridade.

“Caiu desde geometria, além de análise combinatória e logaritmo”, contou Laura. Todos foram unânimes em ressaltar a dificuldade da prova, principalmente, devido ao tempo de duração. No Objetivo ou em competições pelo país, eles estão acostumados a resolver 10 questões em uma hora. “O tempo foi bem apertado”, comentou Bruno.

Julia disse que não se sentiu pressionada por conta da competição. “Estava até bem tranquila. Não estava pressionada. Acho que quando fazemos provas na escola, a pressão é maior”, comentou. “Parecia que eu estava rodeada de ‘Einsteins’”, brincou Laura.

A prova foi dividida em três níveis de dificuldades e para cada nível, foi aplicada uma pontuação diferente. Os cinco estiveram entre os medalhistas. Ana Lívia, Bruno e Júlia foram agraciados com uma medalha de bronze cada um. Já Ana Beatriz e Laura faturaram a medalha de prata.

A medalhas foram entregues na cerimônia de encerramento, que aconteceu no último dia, em Pattaya. Por causa do horário do voo de volta ao Brasil, eles não puderam participar. Receberam, por enquanto o certificado de conquista. Já as medalhas devem chegar em breve.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
O diretor Gilson Rafael Ferreira destacou a conquista por dois ângulos de visão. O primeiro diz respeito à escola. “Há 15 anos, colocamos como meta fazer com que a escola tivesse um reconhecimento internacional. Então, buscamos isso ano a ano. Montamos uma equipe de olimpíada, temos uma coordenadora dedicada a isso. Já tivemos muitos alunos premiados em competições disputadas no Brasil. Agora, atingimos o nosso objetivo. É uma satisfação muito grande”, ressaltou.

Mas, a escola quer mais. Tanto que já vislumbra a participação na olimpíada internacional de matemática de 2019, que será em Hong Kong. “Teremos mais tempo para nos preparar”, atentou. O segundo ângulo faz referência aos alunos medalhistas. Atualmente, muitas universidades usam as conquistas olímpicas como diferencial na oferta de vaga para os futuros estudantes. Dois ex-alunos do Objetivo conseguiram entrar em universidades no exterior, muito por conta das medalhas que haviam conquistado.

Assim, na disputa por uma vaga numa universidade, os medalhistas estarão um passo a frente dos demais concorrentes. Para os alunos, ainda é cedo medir a dimensão da participação na olimpíada e, principalmente, das conquistas que tiveram. Mas, sabem o que isso representa. “Foi uma experiência única, sem dúvida, poder conhecer também uma cultura diferente. E o legal é que essa experiência nos mostra que o mundo lá fora é bem maior do que aquele que a gente vive”, argumentou Ana Lívia Silva.

Para Julia Silva Accioli, o desempenho que tiveram na Tailândia pode ajudar a aumentar o interesse dos próprios alunos do Colégio Objetivo em participar das olimpíadas do gênero, gerando oportunidades de aprendizado e conhecimento, revelando novos talentos.

A viagem à Tailândia não ficou restrita a números e cálculos relacionados à prova de matemática. O grupo de estudantes mogianos teve tempo para conhecer um pouco dos hábitos e costumes tailandeses. O que mais chamou a atenção deles foi o uso excessivo de pimenta na culinária. ‘A comida deles é a base de pimenta. Mas, uma pimenta forte’, disse Bruno.

O arroz, comum na alimentação brasileira, também faz parte da culinária asiática. Porém, ao contrário do que é visto por aqui, não vem acompanhado do feijão. “Tinha sorvete de feijão com coco”, comentou Laura. O que não faltou nas lembranças trazidas na bagagem foram os símbolos da Tailândia em formato de chaveiros.

Um deles é o elefante. Para os tailandeses, o elefante é um animal sagrado, símbolo de prosperidade e bem-estar. Com significados espirituais importantes, os Elefantes têm forte relação com as crenças do budismo e do hinduísmo, O outro é o tuk tuk, uma espécie de triciclo, presente na cultura do país.




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