Confusão no MMEC: presidente expulsa gestores



Mesmo sem participar de competições, os bastidores políticos e administrativos de Mogi Mirim seguem em ebulição. Nesta semana, aconteceu mais um episódio que retrata a fase obscura do clube. O presidente Luiz Henrique de Oliveira foi acusado de tentar tirar ‘à força’, do estádio Vail Chaves, os novos arrendatários do Mogi, bem como jovens que estão alojados no local. O dirigente estaria querendo romper um contrato de arrendamento, sem as devidas restituições.

No dia 25 de maio deste ano, foi celebrado um contrato entre a diretoria do Mogi e um grupo comandado pelo empresário sul-coreano Hyun Choi, cujo nome brasileiro é Mário, 30, e pelo jogador Diego Medeiros da Silva, 32. Isso foi possível, já que o contrato anterior de terceirização do futebol profissional com os gestores Márcio Granada e Alessandro Silva, o Botijão, tinha sido encerrado. Além de Diego e Mario, o grupo conta com a participação do treinador Solito Alves.

O contrato tem duração de cinco anos, mas, nesta semana, LHO teria tentado rompê-lo, sem conversa entre as partes. A reportagem de A COMARCA conversou com Leonardo Brito, advogado de Diego e Mário. Ele contou que desde o início da vigência do acordo, Luiz Henrique apresentou condutas temerárias, como, por exemplo, o reconhecimento de firma do presidente para que o contrato pudesse ser homologado.

“Verificamos que o ele (LHO) não tinha firma aberta em nenhum cartório de Mogi Mirim. Fizemos um levantamento nas comarcas vizinhas e também não tivemos êxito. Só conseguimos isso na cidade de Guarulhos”, disse o defensor. Brito destacou ainda a injeção de recursos de seus clientes de valores que não estavam previstos em nenhuma cláusula contratual.

Foram cerca de R$ 7 mil, por exemplo, para quitar dívidas de contas de energia elétrica atrasadas por Luiz Henrique. Sem falar em outras despesas para deixar o estádio em condições de uso. “Só não mexeram no gramado. Precisaram mexer, para que tivessem condições de trabalho”, frisou.

Luiz Henrique de Oliveira
A gota d`água dessa relação conturbada aconteceu nesta semana, quando Luiz Henrique tentou tirar os gestores e atletas alojados, incluindo menores, do Vail Chaves, na base da força, numa clara tentativa de rompimento do contrato. “Havia policiais armados vindo de Guarulhos que chegaram a ameaçar pais, comissão técnica e várias pessoas. O contrato é passível de rescisão, desde que haja as restituições devidas, até porque meus clientes estão pagando em dia. Mas ele não quer restituir ninguém”, atentou.

Para o advogado, a medida tomada por Luiz Henrique tem como justificativa o fato de o dirigente estar negociando com outro grupo de investidores. “Temos documentos que comprovam isso. Mas, ele quer fazer isso à força, sem recorrer a um acordo consensual ou ao menos à Justiça”, apontou.

Houve um tumulto generalizado no estádio. Os gestores e atletas se recusaram a sair, mesmo com as ameaças e a tentativa da diretoria em contar o fornecimento de água e energia elétrica. A Polícia Militar local foi chamada para conter os ânimos, assim como o Conselho Tutelar, que foi avaliar as condições dos menores mantidos pelos novos gestores.

“Eles (conselheiros) viram que não tinha nada de irregular da parte de meus clientes e nos orientaram a procurar nossos direitos no Poder Judiciário”, comentou. Por conta dessa reação, Luiz Henrique teria aumentado a pressão sobre Diego e Mário, impedindo que as merendeiras entrassem para trabalhar, bem como o fornecimento de mantimentos.

Sem que a cozinha pudesse ser utilizada, os gestores estão tendo que gastar cerca de R$ 1.000 por dia com alimentação para os atletas. Em cima desses fatos, Brito já acenou com a possibilidade de ingressar com uma ação judicial, com pedido de tutela antecipada, para que o contrato seja cumprido e seus clientes tenham condições de exercer suas funções dentro do acordado com a diretoria do clube.

Dentro do projeto da nova gestão, está a disputa do Campeonato Paulista da 2ª Divisão de 2019, além de ativar as categorias de base, visando competições da Associação Paulista de Futebol, a Copa Ouro e a Copa Bandeirante. Também é desejo do grupo disputar a Copa São Paulo de Juniores de 2019, promover um intercâmbio de jogadores com a Coréia do Sul e montar um time de futebol feminino sub-17, com atletas de Mogi Mirim, Mogi Guaçu e outras cidades da região.

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