Greve na Santa Casa é descartada e sindicato promove passeata

Os funcionários da Santa Casa de Mogi Mirim descartaram a realização de greve e vão esperar até fevereiro de 2019 pelo pagamento integral do 13º salário. A decisão foi tomada em assembleia na manhã de terça-feira, 11, data em que os trabalhadores dariam início à paralisação. Por conta disso, o Sinsaúde, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Campinas e Região, fez uma passeata na tarde de quinta-feira, 13, com o objetivo de informar a população sobre a situação.

A decisão de entrar em greve havia sido tomada pelos funcionários numa assembleia convocada para o início da noite de segunda-feira, dia 3 de dezembro, depois que a Santa Casa deixou de pagar a primeira parcela do 13º salário dos funcionários no dia 30 de novembro e avisou que não teria como honrar o benefício dentro dos prazos estipulados pela Lei.

O 13º salário pode ser pago à vista ou em duas parcelas. Via de regra, o pagamento parcelado é feito no dia 30 de novembro e até o dia 20 de dezembro. O sindicato tem uma linha geral, apoiada por boa parte dos trabalhadores, de que quando o empregador não paga a primeira parcela no dia 30, há a possibilidade de a empresa fazer o pagamento integral até o dia 10 de dezembro, sem cobrança de juros e multa.

No entanto, como a proposta da Santa Casa era o pagamento integral do benefício somente para fevereiro, os trabalhadores decidiram que, se o compromisso não fosse honrado até segunda-feira, 10, a greve teria início no dia seguinte, a partir das 6h. Porém, na terça-feira, os funcionários resolveram ‘dar um voto de confiança’ na Santa Casa e vão esperar pelo pagamento em fevereiro.

Embora respeito a decisão dos trabalhadores, o Sinsaúde decidiu fazer uma passeata pelas ruas centrais de Mogi Mirim, como tentativa de despertar a consciência da população em relação à situação. “A população precisa saber da gravidade dos fatos. A sociedade acha que o trabalhador da saúde tem um salário bom e não tem. Na verdade, em média, o salário da saúde no Estado de São Paulo é de R$ 1,5 mil. Por isso, o trabalhador precisa de dois ou três empregos”, comentou o diretor jurídico da entidade sindical, Paulo Gonçalves.

Por isso, o objetivo da passeata, segundo ele, é mostrar essa triste realidade. “E para demonstrar para a sociedade o que está acontecendo na Santa Casa. Não foi pago o 13º do ano passado, que é objeto de ação judicial, e o deste ano estão propondo pagar em fevereiro de 2019”, disse. Ele informou que nesta sexta-feira, 14, notificou o Ministério Público do Trabalho sobre a proposta aceita pelos funcionários de esperar pelo pagamento até fevereiro.

“Não vai ter greve. Por enquanto, porque o assunto pode ser retomado em fevereiro se não for feito o pagamento integral”, adiantou.



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