Mulheres são brutalmente assassinadas em crime que chocou a região

Duas técnicas de enfermagem, que eram funcionárias da Santa Casa de Mogi Mirim, foram encontradas mortas, com sinais de violência, na noite de quinta-feira, 13, em um bairro rural de Artur Nogueira. Alessandra Francisca de Paula Barbosa, 41, e Maria Sivoneide Oliveira Sousa de Morais, 44, foram assassinadas por Mateus Campos Noronha, 27. Todos residiam em Conchal.

Alessandra e Maria Sivoneide assumiriam o turno da noite. Elas deixaram Conchal, mas, não chegaram ao destino. Filho do delegado seccional de Casa Branca, Mateus Noronha foi detido e confessou o assassinato das duas mulheres aos Guardas Civis Municipais de Mogi Mirim.

Depois de apresentar uma versão na qual aparece como uma eventual vítima de assalto, Matheus confessou o crime, sendo levado para o plantão policial de Arthur Nogueira.

Durante o trajeto, em conversa informal, a reportagem de A COMARCA apurou que o acusado seria apaixonado pela vítima Alessandra. Inclusive, ele teria feito cursos de enfermagem para poder trabalhar com a vítima.

Mateus contou que já foi dependente químico e esteve internado para tratamento de recuperação. Havia deixado a clínica e afirmou que estava “limpo” a quatro meses. Porém, na quinta-feira, teve uma recaída e usou cocaína.

Ele confirmou que havia pedido carona para as amigas, solicitando que o deixassem na Estação Rodoviária de Mogi Mirim. Mas, durante o trajeto, começou a discutir com Alessandra.

Em seus relatos, teria dito que a vítima tentou lhe acalmar e ofereceu ajuda. Ele, então, pediu para que o levasse até a clínica em Artur Nogueira. Prontamente as duas tentaram acalmá-lo e seguiam para levá-lo para tratamento.

No entanto, quando trafegavam por uma estrada rural que liga Conchal a Artur Nogueira, Mateus pediu para que entrassem em uma outra estrada, onde ocorreu o brutal crime. Ele contou que entrou em luta corporal com Alessandra e depois com Neide.

Dando socos e pontapés, ele as teria retirado de dentro do carro, o Ford Fiesta, que pertencia a Alessandra, e as colocadas no chão. Em seguida, se apoderando do veículo e objetos das vítimas, fez manobras para fugir e, segundo ele, sem que tivesse a intenção, acabou as atropelando.

Mateus ainda levou os GCMs até onde estava o veículo e objetos das vítimas. O Fiesta foi encontrado em um canavial, em Mogi Mirim, com manchas de sangue na lateral do motorista, frente e pneu. O local do crime e o veículo foram examinados pela Polícia Cientifica. O autor confesso foi levado ao plantão policial, onde foi autuado em flagrante e segue preso.

Mateus Noronha possui registros pela Polícia. Dentre eles, um datado do ano de 2017 chama a atenção. Trata-se de um caso de violência contra uma mulher, na cidade de São José do Rio Pardo, onde já morou.

Antes da confissão, Mateus disse ter sido vítima de assalto


A ocorrência que culminou na descoberta da morte brutal das duas funcionárias da Santa Casa de Mogi Mirim teve início às 22h45 de quinta-feira, quando a Guarda Civil Municipal de Mogi Mirim foi acionada por populares que informavam que na região da Bocaina havia um homem seminu.

Os GCM’s Ricci, Juliana, Franco e Constantino seguiram pela Rodovia dos Agricultores e, em um bar, localizaram a pessoa, identificada posteriormente como sendo Mateus. Populares daquela localidade já haviam lhe dado água e um shorts para vestir.

De imediato, relatou que havia pegado carona com duas conhecidas de Conchal com destino a Mogi Mirim. Até este momento, os guardas de Mogi Mirim não tinham conhecimento das mortes das duas mulheres.

Em sua versão inicial, Mateus contou que no trajeto, a condutora - que seria Alessandra Barbosa - parou e deu carona a um segundo homem que, nas proximidades da rotatória de acesso ao bairro Maria Beatriz, teria se armado com uma faca e anunciado o assalto.

Segundo Mateus, o homem desconhecido lhe desferiu um golpe que o deixou desacordado e que retomou a consciência tempo depois, acordando sem roupas na área rural.

Enquanto ouviam os relatos de Mateus, que aparentava ser, até aquele momento, uma possível vítima de assalto, os GCMs foram informados a respeito das mortes de Alessandra e Maria Sivoneide Oliveira Sousa de Morais, as quais teriam sido mortas com requintes de crueldade e abandonadas em um terreno no bairro rural.

Os guardas mogimirianos desconfiaram de que Mateus pudesse ter ligação com os assassinatos e o conduziram para o plantão policial de Mogi Mirim, onde insistiu na primeira versão. No entanto, com a chegada de sua mãe e esposa, ele acabou confessando o bárbaro crime, que chocou toda a região.



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