Dissídio é o primeiro desafio do novo secretário de Administração

A Secretaria de Administração está agora sob a coordenação de Mauro Nunes Junior. O advogado, que teve forte ligação com o ex-prefeito Paulo Silva (PSB), quando foi chefe de gabinete no segundo mandato do peessebista, ocupa o lugar de Ramon Alonço, que foi para a Secretaria de Segurança Pública na elaboração do plano de carreira e estatuto da Guarda Civil Municipal, junto com o Secretário da pasta, José Luiz da Silva.

O prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) destacou a importância do reforço de Mauro Nunes no Governo Municipal. “Mauro é conhecedor da cidade e tem um bom relacionamento com os servidores municipais. Irá fortalecer ainda mais essa relação e tem muito a somar com a Administração”, afirmou.

O novo membro do secretariado de CNB foi apresentado em reunião com os demais secretários na segunda-feira, 21, e, no dia seguinte, deu início aos trabalhos no prédio que fica na Rodovia Deputado Nagib Chaib, 520, Morro Vermelho. “Agradeço a recepção calorosa de todos e tenho convicção de que iremos trabalhar em prol do município, ouvindo o servidor municipal e avançando ainda mais nas questões de planejamento e implementação de política de gestão de pessoas”, destacou.

Mauro vai chefiar a pasta que responde pelo funcionalismo. “A Secretaria da Administração é bem ampla. Nosso maior setor, sem dúvidas, é o pessoal, temos 2.700 funcionários”, comentou. Por isso, seu primeiro desafio será tratar do dissídio salarial da categoria, cuja data-base é 1º de março.

Ele terá que levar em consideração a insatisfação dos servidores, que não tiveram reajuste salarial em 2017 e que no ano passado, viram os salários serem reajustados em apenas 1,5%. O que pode favorecer nessa negociação é o bom relacionamento de Mauro com o funcionalismo e também com a direção do Sinsep (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Mirim).

“O presidente do sindicato – Luciano Ferreira de Mello – é meu amigo pessoal. Então, o trânsito nessas negociações será mais tranquilo”, apontou. O secretário pretende conversar com o dirigente sindical para estabelecer pontos que poderão estar na pauta de reivindicações. “É claro que quem cuida de pagar é o Financeiro. Vamos ver com eles quais as condições”, reforçou.

Porém, lembrou que a última palavra é do prefeito Carlos Nelson Bueno. “Haverá um projeto que será enviado à Câmara com o aval do prefeito”, citou. Mauro, no entanto, disse que há disposição de Carlos Nelson em tentar equacionar as reivindicações do funcionalismo. E o superávit financeiro da Prefeitura ao final de 2018 pode ser um indicativo nesse sentido.

Além de tratar a questão do dissídio da categoria, Mauro também estuda outras ações no âmbito da Secretaria da Administração. Como se trata de uma pasta que interage com todas as outras secretarias, ele já trabalha em ações que venha a beneficiar todo o funcionalismo. “Vamos capacitar os servidores. Quando você capacita o funcionário, dá condições a ele de atender melhor o munícipe, ele fica mais satisfeito, melhora seu currículo".

Mauro comentou que essa capacitação já é feita pela Secretaria de Saúde com os agentes comunitários. “Por que não estender para todo funcionalismo?”, atentou. Por isso, pretende reforçar a pasta que comanda com uma psicóloga, que está lotada em outra secretaria.  “Ela é de minha confiança. Pretendo trazê-la para cá, para a Administração, será muito importante, ela sempre trabalhou com funcionalismo”, frisou.

O novo secretário disse que essa será apenas a primeira de uma série de ações junto aos servidores. “Vamos por partes, mas, o secretario que precisar, que nos procurem para trabalharmos em cima dos funcionários públicos”, adiantou.

Mauro terá uma função técnico-político no secretariado do governo de Carlos Nelson


POLÍTICA
Vereador na legislatura de 1997 a 2000, chefe de gabinete do governo Paulo Silva de 2001 a 2004 e assessor parlamentar, Mauro Nunes estava sem partido desde o ano passado, quando se desfilou do PSB. Na eleição de 2016, estava com o PSB que apoiou a candidatura de Vanderlei de Oliveira (PRP) para a Prefeitura de Mogi Mirim.

Mesmo não tendo vínculo político com Carlos Nelson, foi procurado por interlocutores do governo municipal no ano passado. “Estava em um evento na Praça Rui Barbosa pela Acimm (Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim) – era o gerente – e disseram que meu nome tinha sido veiculado em uma reunião para participar da Administração. Porém, disse que tinha um compromisso com a Acimm até o final do ano”, contou.

Neste ano, Mauro conversou pessoalmente com Carlos Nelson que expôs uma necessidade da Administração. “Eu não tinha filiação partidária, meu partido era o PMM (Partido de Mogi Mirim), ele achou interessante essa postura, disse que eu tinha experiência e trânsito junto a Câmara, tenho amigos no funcionalismo, que isso ajudaria muito o governo. Eu aceitei”, argumentou.

“O que atraiu o prefeito foi o fato de eu ser técnico, tenho formação em Direito, tenho experiência em administração anterior e trânsito político. Converso com vários vereadores, dentro das secretarias tenho muitos amigos. Esse trânsito junto ao funcionalismo pode facilitar o trabalho”, ressaltou.

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