Em 90 dias, reforma da Câmara avança só 5%

Flávio Magalhães

Transcorridos 90 dias de reformas do prédio da Câmara Municipal e do antigo Gabinete do prefeito, na Rua Dr. José Alves, apenas 5% dos trabalhos foram concluídos. Essa é a situação atual da obra contratada pelo Legislativo mogimiriano no ano passado junto a empresa LGB Construções, de Poços de Caldas (MG), pelo valor de R$ 303 mil.

A lentidão das obras tem sido motivo de preocupação para o presidente Manoel Palomino (PPS) e para os demais componentes da Mesa Diretora da Casa de Leis, responsáveis pela gestão da Câmara Municipal desde 1º de janeiro. Um relatório recebido na terça-feira, 15, elaborado pelo engenheiro contratado pelo Legislativo, confirma a morosidade da reforma.

O documento, assinado pelo engenheiro Agnelo Franco Júnior, aponta que a reforma do antigo Gabinete do prefeito e a etapa de instalação elétrica e telefônica estavam totalmente sem atividades na data da vistoria. A única atividade, com “baixíssima produção”, era executada no pavimento superior do prédio, onde são realizadas as sessões. Um único funcionário executava pequenos reparos no local.

Na última quinta-feira, 17, a reportagem de A COMARCA esteve no local acompanhada do chefe de Gabinete da Câmara, Everaldo Pereira. Na ocasião, um único funcionário trabalhava no pavimento inferior, retirando o piso antigo. No interior do imóvel, há muito entulho a ser recolhido, mas não havia nenhuma caçamba do lado de fora, para destinar os restos de construção. Na parte superior do prédio, não havia ninguém trabalhando.

Palomino afirmou que inspeciona diariamente as obras, desde que se tornou presidente da Câmara, seja pessoalmente ou seja por seu chefe de Gabinete ou por sua assessora técnica, Gisele Anselmo. Uma notificação extrajudicial em razão da morosidade da reforma já foi encaminhada à empresa, que ainda não respondeu ao Legislativo Municipal, embora os prazos já tenham se esgotado.

Um agravante que chegou ao conhecimento da Mesa Diretora nesta semana é um possível atraso no pagamento aos funcionários por parte da empresa. A denúncia partiu de um dos trabalhadores da reforma e foi feita à presidência da Câmara, que agora cobra da LGB um posicionamento.

Obras continuam em ritmo lento

ADITAMENTO
No início do mês, a Câmara Municipal realizou um aditamento no contrato para a reforma. Isso porque, segundo explicou Palomino, as condições da tubulação de esgoto do antigo Gabinete do prefeito exigem um acréscimo no serviço, o que não estava previsto na licitação. O aditamento é de R$ 65,6 mil, aumentando o valor total da obra para quase R$ 370 mil.

O acréscimo foi autorizado pelo ex-presidente Jorge Setoguchi (PSD), mas acompanhado de perto por Palomino, que exigiu o menor valor possível para o aditamento. Com isso, também se estendeu em 45 dias o prazo das obras, cujos os 90 dias iniciais previstos se esgotaram nessa semana. O novo prazo agora é a segunda quinzena de fevereiro, pouco antes do Carnaval.

REFORMA
O novo presidente da Câmara também alterou a disposição dos gabinetes dos vereadores na reforma. Até então, estava previsto que os setores administrativos da Câmara retornariam ao seu lugar de origem, próximos ao plenário. Além disso, a sala da Presidência e mais seis gabinetes parlamentares seriam instalados ali. No antigo Gabinete do prefeito, ficariam os outros 11 gabinetes.

Consultando especialistas, Palomino determinou que no antigo Gabinete do prefeito sejam acomodados os vereadores integrantes da Mesa Diretora (incluindo a sala da Presidência) e os setores administrativos da Casa (Contabilidade e Jurídico, por exemplo), além de salas para o chefe de Gabinete e para a assessora técnica da Presidência. A ideia é dinamizar os trabalhos de gestão do Legislativo ao colocar todos próximos. Dessa maneira, os demais 12 vereadores serão alocados no pavimento superior, próximos ao plenário.

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