Mogi Mirim ganha status de Município de Interesse Turístico

A proposta legislativa que classifica Mogi Mirim e outros 42 municípios paulistas como Município de Interesse Turístico (MIT), foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em sessão plenária realizada na terça-feira, 5. Agora, a cidade depende apenas da sanção do governador João Dória (PSDB) para que possa apresentar os projetos que viabilizem a utilização dos cerca de R$ 650 mil anual que terá direito para investimentos na infraestrutura turística.

Para ser considerado de Interesse Turístico, o município deve ter atrativos turísticos, serviço médico emergencial, de hospedagem, de alimentação, informações turísticas e abastecimento de água potável e esgoto. O deputado João Caramez (PSDB), autor da legislação que criou o MIT em 2013, apresentou projeto nesse sentido, destacando ser ‘impossível visitar Mogi Mirim e não ficar encantado com a beleza exuberante de suas paisagens’.

Caramez informou na proposta que cerca de 30 mil turistas visitam Mogi Mirim todos os meses. Para ele, é um fluxo mais que considerável. “Indica claramente que o Município possui expressivos atrativos turísticos que o qualificam com potencial inigualável para classificação como MIT”, argumentou.

Dentre os pontos turísticos de Mogi Mirim, ele cita o Complexo de Lazer “José Geraldo Franco Ortiz e o Zoológico Municipal “Luiz Gonzaga Amoêdo Campos”. O deputado também fez menção dos atrativos histórico-culturais, como a Antiga Estação de Trem da Mogiana, a Igreja Nossa Senhora do Carmo, a Escola Coronel Venâncio, patrimônio histórico tombado pelo Condefhatt.

O “Morro do Graví”, na estrada velha Itapira-Mogi Mirim, palco de violenta e sangrenta batalha na Revolução Constitucionalista de 1932, também foi lembrado, assim como o Bunker 32, uma construção subterrânea da década de 20 que serviu de abrigo para os soldados da Revolução de 1932.

A proposta de Caramez tramitava na Alesp desde o final de novembro de 2017. No ano passado, ela foi anexada a um outro projeto, contemplando, assim, os últimos 43 municípios, de um total de 140 previsto na legislação, que possam desfrutar dessa condição. E depois de idas e vindas na Alesp, a proposta final foi votada e aprovada pelos deputados estaduais.

COMEMORAÇÃO
“Essa é uma conquista de anos, desde a formação do Comtur, em 2007. Foi um trabalho árduo do Comtur, da Secretaria de Cultura e de Turismo e da Prefeitura, que culminou com a aprovação do Plano Diretor de Turismo Municipal, a última peça para chegar a esse fim”, comemorou Sebastião Zoli Junior, presidente do Conselho Municipal de Turismo.

Zoli foi enfático em dizer que Mogi Mirim não é uma cidade turística. Mas que na condição de MIT, pode desenvolver projetos que a leve a esse patamar. Ele mencionou os lagos do Complexo do Lavapés, um dos cartões postais de Mogi Mirim.

“Ele pode ser maravilhoso, desde que haja um plano bem feito de limpeza e assoreamento, de vigilância para evitar lançamento de produtos químicos, de aeração, para movimentar o lago, para que tenha futuramente um projeto de pedalinho. Existes fases para se chegar ao pedalinho. E temos outros atrativos, como a Pedreira Degrava, o passeio de 32. Mas, apresentando projetos para se ter investimentos para adequar a cidade”, disse.

Nesse sentido, Zoli ressalta que o turismo é mais abrangente do que se possa imaginar. “Tem que tem saúde, segurança, iluminação, ruas asfaltadas. A cidade precisa estar preparada para o turismo, ter infraestrutura para o turista de fora e o de dentro. O turismo é importante para as pessoas daqui conhecerem e participarem desse turismo que queremos que Mogi Mirim tenha”, frisou.

Para poder usufruir do título de MIT e usar os recursos em turismo, Mogi Mirim precisa aguardar a sanção da lei. Depois, já pode pleitear a verba, apresentando projetos, segundo Zoli, que compreenda o Plano Diretor. “Além disso, o projeto precisa ser aprovado pelo Comtur antes de remetido à Secretaria Estadual de Turismo”, atentou.

Liberado, o dinheiro será depositado numa conta que será aberta especificamente para essa finalidade. E alertou. “Temos que fazer a lição de casa. Se chegar 31 de dezembro e não levamos nenhum projeto ou levamos um de R$ 250 mil, por exemplo, o restante esquece. O trabalho, realmente, começa agora. Se não formos atrás, o dinheiro não vem".

CONQUISTA
Alcançar o MIT era um objetivo do Comtur desde 2017, que foi ganhando apoio da Administração Municipal e de representantes da iniciativa privada e sociedade civil. O primeiro passo foi a realização de audiência pública, organizada pela vereadora Sônia Módena (PP), com a presença do deputado Camarez e membros da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e de entidades culturais da cidade.

Cartão postal da cidade, o Complexo do Lavapés precisa de melhorias


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