Presidente do MMEC admite que pode fechar o clube

Depois de uma longa ausência, o presidente do Mogi Mirim Esporte Clube, Luiz Henrique de Oliveira, reapareceu. Na quinta-feira, 7, ele esteve no Fórum, acompanhado do advogado André Lopes, para participar de uma audiência referente a uma ação civil impetrada contra o clube, na qual se questiona a legalidade do recadastramento dos associados do Sapo, conduzido por Luiz Henrique, em assembleia realizada no dia 24 de novembro de 2016.

Sentado na Sala do Júri, enquanto aguardava ser chamado, Luiz Henrique concedeu entrevista para A COMARCA. Primeiro, falou a respeito da ausência do Mogi Mirim do Campeonato Paulista Sub23 da 2ª Divisão. Sem ter renovado e apresentado os laudos que atestassem as condições de uso do estádio Vail Chaves, conseguindo, assim, a sua desinterdição, o clube não pode participar do Conselho Arbitral da competição e, por isso, está fora de qualquer campeonato oficial neste ano.

Para ele, era natural essa ausência, em razão dos altos valores para conseguir a liberação do estádio. “São perto de R$ 100 mil para renovar os laudos”, adiantou. Porém, o maior entrave foi o rompimento da diretoria com os arrendatários do futebol profissional do Mogi Mirim. A gestão está terceirizada, sob o comando de um grupo ligado ao empresário sul-coreano Mario Choi e ao jogador Diego Medeiros da Silva. No entanto, há uma disputa judicial entre os gestores e o presidente do Mogi Mirim, Luiz Henrique de Oliveira.

Em agosto de 2018, Oliveira impetrou com uma ação, pedindo a reintegração do clube que, através de contrato de arrendamento até o final de 2022, passou a ser gerenciado pelos empresários, sem mexer na configuração da mesa diretoria, com Luiz Henrique ainda mantido na presidência.

O contrato foi celebrado em 25 de maio do passado, mas, em agosto, Oliveira tentou rompê-lo de maneira unilateral, chegando a forçar a saída dos novos gestores do estádio, onde estavam alojados juntamente com atletas das categorias de base. Sem sucesso com essa atitude, o presidente acionou o Justiça. Oliveira chegou a conseguir uma liminar, que logo foi revogada. Mas, a ação prossegue em curso normal.

Quando moveu a ação, Luiz Henrique disse que os ‘parceiros’ não fizeram o pagamento dentro dos prazos estipulados em contrato e, por isso, entende que o acordo estava rompido por inadimplência. Pelo contrato, Diego e Mário teriam que pagar R$ 60 mil em 2018, divididos em cinco parcelas, a título de luvas, e mais R$ 400 mil, divididos em quatro parcelas anuais, até 2022. 

“Eles entraram no clube e dos R$ 60 mil que tinham que pagar, pagaram apenas R$ 9 mil da despesa do último jogo do Mogi pela Série D – contra o Prudentópolis, em Limeira”. Os gestores garantem que o pagamento estava em dia e que ainda tiveram que arcar com valores que não estavam previstos em contratos, como dívidas de contas de energia elétrica atrasadas e despesas para deixar o estádio em condições de uso.

Por essa razão, o próprio Luiz Henrique admitiu que não tem qualquer relação com os arrendatários e que essa situação inviabilizou, por exemplo, o interesse de outros parceiros em investir no clube. A briga judicial impede, também, que os gestores possam projetar qualquer participação do clube em competições, já que dependem, administrativa, do grupo de Luiz Henrique. E isso, ele deixou bem claro. “A caneta está na mão da nossa diretoria".

Por conta disso, Luiz Henrique não vislumbra um futuro nada agradável para o clube. “A tendência é encerrar as atividades, essa é a minha opinião, porque não vai disputar nada”, frisou. Quanto ao seu futuro no clube, o presidente ainda não tomou uma posição. Seu mandato termina no final do ano. Porém, deixou um recado aos opositores.

“Enquanto não me derem paz, eu vou continuar trabalhando. Não posso abandonar o clube neste momento. Até agora, só me defendi de acusações. Toda semana, é uma demanda que aparece, mas, nenhuma prospera”, destacou.


O presidente do Mogi Mirim Esporte Clube, Luiz Henrique de Oliveira


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