Escolas de Mogi Mirim e Mogi Guaçu recebem ameaças de atentado

Uma suspeita de atentado na escola estadual “São Judas Tadeu”, na zona Norte da cidade, fez com que a Diretoria Regional de Ensino de Mogi Mirim procurasse a Polícia Civil no final da tarde da última quinta-feira, 21. Um boletim de ocorrência foi registrado e o inquérito deve tramitar em sigilo.

Segundo informações apuradas pela reportagem de A COMARCA, a denúncia foi levada à Polícia Civil após a descoberta de um grupo de WhatsApp intitulado “Esquema do Massacre”, numa provável referência ao massacre na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, cometido no último dia 13 de março por dois ex-alunos, vitimando cinco alunos e duas funcionárias da unidade escolar.

A data do possível atentado na escola da zona Norte seria na sexta-feira, 22, o que não se confirmou. As ameaças foram descobertas na quarta-feira, 20, após uma professora ter acesso a um bilhete na escola fazendo menção a um possível ataque. Em reunião com os estudantes citados no bilhete, a direção da “São Judas Tadeu” descobriu o grupo “Esquema do Massacre”, administrado por um ex-aluno da unidade.

A direção da escola decidiu conversar individualmente com os pais dos alunos que integravam o grupo, a fim de orientá-los. Um desses pais, posteriormente, relatou que, ao obter acesso ao celular do filho, teve acesso às mensagens trocadas no grupo “Esquema do Massacre”, revelando ameaças de um atentado com armas brancas (canivetes e facas) . Esse fato motivou a denúncia na Polícia Civil e o reforço no policiamento da escola.

Procuradas pela reportagem de A COMARCA, a Secretaria da Educação do Estado e a Diretoria Regional de Ensino de Mogi Mirim não quiseram comentar sobre a denúncia, apenas informando que as aulas nas unidades da rede estadual ocorreram normalmente e que as escolas estão à disposição dos pais e alunos para quaisquer dúvidas ou esclarecimentos.

MOGI GUAÇU
Na última segunda-feira, 18, a Guarda Civil Municipal de Mogi Guaçu abordou um adolescente de 18 anos a caminho da escola, após denúncias de que o jovem fez menção nas redes sociais a um possível ataque com armas de fogo. Ele é aluno da escola estadual “Luiz Martini”, mas pretendia ir à Fundação Educacional Guaçuana (FEG).

A GCM da cidade vizinha foi a casa do jovem, onde encontrou roupas pretas e duas réplicas de armas de fogo. O adolescente alegou que tudo não passou de uma “brincadeira”, mas deve responder a inquérito por apologia ao crime.



Nenhum comentário:

Leave a Reply

Scroll to top